Bancos ajudam a arrecadar dinheiro para corrupção na Venezuela, afirma ICIJ

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Segundo o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), diversos bancos contribuíram para desviar bilhões de dólares para empresários simpatizantes do regime de Nicolás Maduro através de recursos públicos do governo.

Esses valores incluem dinheiro que deveria ter sido alocado para programas de habitação pública para as classes mais pobres do país e outros serviços básicos, informou o ICIJ, na segunda-feira (21).

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Os dados vêm dos arquivos FinCEN, obtidos originalmente pelo BuzzFeed News, que mostram como os “boligarcas”, nome pelo qual são conhecidos os empresários próximos à revolução bolivariana, retiraram “grandes somas de dólares de dinheiro público da Venezuela”.

Os arquivos do FinCEN incluem mais de 2.100 atividades suspeitas que foram relatadas por bancos a uma agência do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos conhecida como “Financial Crimes Enforcement Network”.

Entre os envolvidos está Alejandro Ceballos Jiménez, magnata da construção com claras ligações com o regime sanguinário de Nicolás Maduro, que retirou secretamente do país pelo menos 116 milhões de dólares que deveriam ir para programas de construção de moradias públicas.

Os contratos foram para a construção de um conjunto habitacional que faz parte de um grande plano de construção de milhões de moradias populares denominado Plano Vivienda.

Entre os bancos que ajudaram a arrecadar o dinheiro estão o suíço CBH Compagnie Bancaire Helvétique e o Grupo Julius Baer, ​​Banco Espírito Santo de Portugal, mas também o JPMorgan Chase, com sede em Nova Iorque, ou Standard Chartered, com sede em Londres.

No total, os bancos registraram mais de US$ 4,8 bilhões entre 2009 e 2017 de transações suspeitas que tinham vínculos com a Venezuela, de acordo com a análise do consórcio. 70% deles envolviam dinheiro público proveniente de uma entidade venezuelana como o Ministério da Economia ou a petroleira estatal PDVSA.

O relatório do ICIJ conclui que os “Boligarcas” estão enviando seu dinheiro para Hong Kong, Chipre e Turquia.

*Com informações da Epoch Times.