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Segundo deputados, o chefe da Secretaria de Governo (Segov), André de Souza Monteiro, e a advogada Karina Kufa teriam telefonado aos deputados catarinenses Jessé Lopes e Ana Campagnolo, supostamente a pedido do presidente Jair Bolsonaro, para tentar conter o processo de Impeachment do governador de Santa Catarina Carlos Moisés e da vice Daniela Reinehr, aberto na semana passada. De acordo com deputados e o site Brasil Sem Medo, após vazamento da informação, Bolsonaro negou influência na questão.

A situação fez a deputada federal Carla Zambelli sair em defesa da vice-governadora nas redes sociais e abrir fogo contra os deputados catarinenses fieis a Bolsonaro e que vêm sendo perseguidos pelo governador. Segundo os deputados, o próprio presidente negou ter interferido na questão.

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A negativa de Bolsonaro sobre o caso indica que o secretário e a advogada da Segov podem ter mentido e usado a autoridade presidencial em defesa do governador e de sua vice em Santa Catarina. A Segov é um órgão submetido à Presidência da República e tem status de ministério.

O Impeachment

O processo de Impeachment de Moisés tem sido apontado com um resultado político de uma sequência de insatisfações que não foram atendidas suficientemente pelo governador, além de escândalos de corrupção que acirraram as tensões. A polêmica compra dos 200 respiradores com a Veigamed foi fundamental para elevar a tensão política e motivar a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Alesc, além da queda dos principais secretários do governo do Estado.

A Secretaria globalista

Imagem do relatório de atividades da Comissão Nacional dos ODS (CNODS), 2017-2018

A Segov lidera os esforços de implantação da Agenda 2030 no Brasil, iniciativa da ONU que já foi abertamente rejeitada por Bolsonaro e por conservadores. O governador de SC, Carlos Moisés também esteve ligado a essa iniciativa em fevereiro de 2019, quando assinou pacto com a iniciativa global que submete estruturas administrativas ao controle e fiscalização internacional. Na ocasião, o governador acusou de fake news, mas acabou confirmando a informação. Moisés elegeu-se no nome de Bolsonaro, mas foi aos poucos se mostrando oposição ao Governo Federal, perseguindo deputados bolsonaristas.

Um documento do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) sobre implantação da Agenda 2030, mostra pressão de órgão no Governo Federal em forte apoio à Agenda 2030 no Brasil. O documento intitulado Caderno ODS 5 (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), sobre Igualdade de gênero, foi elaborado sob a coordenação Enid Rocha Andrade Da Silva, técnica do IPEA, que atuou como representante do IPEA em uma Comissão na Segov. O documento confirma que a Agenda 2030, das Nações Unidas, continua sendo um plano de governo paralelo ou concorrente ao plano de governo de Jair Bolsonaro.

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