Empresa despede funcionárias cristãs que se recusaram a usar emblema LGBT na roupa

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Etereuti/Pixabay
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Uma loja da rede de supermercados Kroger, localizada no estado americano de Arkansas, despediu duas funcionárias que se recusaram a usar aventais com o arco-íris LGBT devido a suas crenças religiosas. O órgão U.S. Equal Employment Opportunity Commission (EEOC), vinculado ao governo federal, propôs uma ação contra a empresa, sob a alegação de discriminação baseada em religião.

Informou o Miami Herald que “a loja de exigia que os funcionários usassem um emblema de coração de arco-íris no babador do avental. As mulheres ‘acreditavam que o emblema endossava os valores LGBTQ e que usá-lo violaria suas crenças religiosas.”

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As funcionárias, que são cristãs, solicitaram que lhes fossem oferecida alguma alternativa ao emblema da comunidade LGBT, mas a empresa não aceitou e despediu-as.

“As empresas têm a obrigação de acordo com o Título VII [da Lei dos Direitos Civis de 1964] de considerar os pedidos de acomodações religiosas e é ilegal demitir funcionários por solicitarem uma flexibilização por suas crenças religiosas”, disse Delner-Franklin Thomas, diretor do Escritório Distrital de Memphis do EEOC. “O EEOC protege os direitos da comunidade LGBTQ, mas também protege os direitos das pessoas religiosas.”

O EEOC tentou, mas não conseguiu chegar a um acordo que colocasse fim ao litígio. O processo, agora, busca alívio monetário na forma de pagamento atrasado e indenizações compensatórias, bem como uma injunção contra discriminação futura.