Site Vox publica artigo dizendo que a 5.ª Sinfonia de Beethoven é opressora aos negros e LGBT’s

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Getty Images
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Em um artigo cujo título é “Como a 5ª Sinfonia de Beethoven colocou o classismo na música clássica”, Nate Sloan e Charlie Harding, que assinam o texto para o site Vox, analisam o “elitismo” de uma das mais famosas músicas clássicas de todos os tempos, a 5.ª Sinfonia de Ludwig van Beethoven.

“Desde sua estreia em 1808, o público tem interpretado essa progressão da luta à vitória como uma metáfora para a resiliência pessoal de Beethoven em face de sua surdez que se aproxima. Ou melhor, essa tem sido a leitura popular entre os que estão no poder, especialmente os homens brancos ricos que abraçaram Beethoven e transformaram sua sinfonia em um símbolo de sua superioridade e importância. Para alguns em outros grupos – mulheres, pessoas LGBTQ+, pessoas de cor – a sinfonia de Beethoven pode ser predominantemente um lembrete da história de exclusão e elitismo da música clássica, escreveram os autores do texto.

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Nate Sloan e Charlie Harding ilustram então como a ascensão de Beethoven representou o fortalecimento do “elitismo” musical daquela época:

“Antes da época de Beethoven, a cultura da música clássica parecia e soava bem diferente. Quando Mozart estreou sua Sinfonia 31 no final dos anos 1700, era padrão para o público aplaudir e gritar ‘da capo!’ (italiano para ‘desde o início!’) no meio de uma apresentação. Depois que a Quinta Sinfonia de Beethoven estreou no início de 1800, essas normas mudaram – tanto porque a classe crescente de comerciantes industriais se apropriou das salas de concerto quanto por causa das mudanças na própria música.”

Os autores também afirmam que a cultura e música clássicas podem se tornar excludentes a quem não “pertence” ao seleto grupo.

“Hoje, alguns aspectos da cultura clássica ainda tratam do policiamento de quem está dentro e quem está fora. Quando você entra em uma sala de concertos padrão, há um conjunto estabelecido de convenções e etiqueta (‘não tosse!’; ‘não torça!’; ‘Vista-se apropriadamente!’) que pode significar tanto demonstrar pertencer como apreciar a música.”

Politizando também coisas que até agora pareciam inofensivas, há algumas semanas a jornalista e especialista em vinhos Esther Mobley publicou um artigo no San Franciso Chronicle, onde argumentou que a linguagem usada na indústria do vinho é racista e sexista. Confira abaixo a matéria do caso:

Jornalista diz que linguagem usada na indústria do vinho é racista e sexista