Professor é despedido após usar pronome “errado” ao se dirigir a estudante trans

Nos Estados Unidos, no estado da Virgínia, o Conselho Escolar de West Point votou por 5x0 em 2018 para a demissão de Peter Vlaming, dizendo que a recusa do professor em seguir ordens para usar pronomes masculinos ao se referir a um estudante transgênero (biologicamente de sexo feminino) resultou em assédio e discriminação contra o aluno, revelando a insubordinação de Vlaming. O professor agora percorre o caminho das cortes americanas para reverter a decisão.

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Peter Vlaming (Foto: Alliance Defending Freedom)
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Em 2018, o professor de francês Peter Vlaming, do West Point High School, recebeu um bilhete de uma estudante de 14 anos, onde a jovem trans explicava que se identificava como menino e preferia ser tratada com pronomes masculinos.

“Expliquei ao meu diretor que não conseguia, em sã consciência, pronunciar pronomes masculinos para se referir a uma garota”, disse Peter Vlaming em entrevista ao Daily Signal. “Ele me deu uma reprimenda oficial por escrito, dizendo que era a primeira etapa de um processo que levaria à minha demissão.”

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Wyatt Pedersen, aluno do professor Vlaming à época, disse que a demissão dele foi “uma combinação de choque e desgosto.”

Paul Nichols, um amigo de Peter Vlaming, criticou o politicamente correto nas salas de aula e afirmou que “ele não apenas perdeu o emprego, mas acho que a coisa toda colocou outras pessoas em uma posição em que têm medo de perder o emprego se não seguirem a linha da cultura popular atual, cultura progressiva.”

O professor explicou “eu entendi seu ponto de vista e respeitei o fato de ela poder escolher pensar o que quiser. E não é meu papel como professor pronunciar qualquer posição que eu possa ter sobre o assunto, mas eu não poderia, em sã consciência, designá-la por meio de pronomes de terceira pessoa como um menino.”

O Daily Signal ainda informou que quase um ano após sua demissão, em 30 de setembro de 2019, Vlaming processou o Conselho Escolar de West Point por quebra de contrato e por violar seus direitos segundo a Constituição. O caso ainda está tramitando na justiça.