Jornalista chama combate à pedofilia e estupro de “discurso bolsonarista”, radical e ideológico

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Reprodução internet
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A matéria publicada no site UOL, mas republicada em vários outros jornais, classificou o combate à pedofilia como “discurso antipedofilia”, para “capitalizar politicamente com pautas que mobilizam a militância bolsonarista” e cita o “combate à pedofilia e à chamada ideologia de gênero, por exemplo”, escreve o jornalista André Shalders, autor da reportagem que busca entender a trajetória da ministra Damares Alves. Pesquisador entrevistado na reportagem também utiliza termo “radical” e “ideológico” para se referir ao combate ao estupro de menores.

Republicada em O Globo,  reportagem tenta criar um perfil da ministra e retrata Damares Alves como liderança desse que teria crescido em oportuno apego ao “discurso ideológico” que visa proteger crianças e adolescentes de pedófilos, estupradores e aliciadores culturais. Sem mencionar ações da ministra ou dados sobre a pedofilia e o estupro de menores no Brasil, o texto se resume a explorar estereótipos políticos e morais em busca de formatar uma caricatura.

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Sem compreender a ascensão de Damares dentro dos limites do governo, tampouco considerar algo da atuação da própria ministra que é objeto de escrutínio, a matéria concentrou-se na imagem e na capacidade dela capitalizar as pautas polêmicas que “agradam” o eleitorado ao “sinalizar” ao público evangélico, descrito como segmento especialmente preocupado com a sexualidade infantil.

Nas redes sociais, os grandes jornais vêm sendo cada vez mais associados à militância de esquerda, que não raro é associada à agenda progressista, globalista internacional e, num jogo de relações ambíguas, à causa da normalização da pedofilia. Reportagens defendem a imagem da atividade argumentando se tratarem de “teorias conspiratórias”, embora dados sobre financiamentos de fundações milionárias vinculem agências de notícias ou “checadores”, assim como grandes grupos, a entidades que também financiam movimentos sociais vistos como promotores de subversão política e cultural.