Senadora americana acusa “Black Lives Matter” de tentar destruir os EUA com táticas marxistas

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Foto: Toni L. Sandys/The Washington Post
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A senadora Kelly Loeffler, do Partido Republicano, teceu duras palavras contra o grupo radical “Black Lives Matter” (Vidas Negras Importam), que promove diversos protestos nos Estados Unidos em nome da luta contra o racismo.

“Esta organização se opõe à ideia de mães e pais”, disse Loeffler em entrevista ao Breitbart News ontem (2), afirmando que famílias saudáveis são “o que pode levantar comunidades que estão quebradas.”

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“Não se trata de ‘Vidas Negras Importam’”, continuou ela. É sobre sequestrar um momento e aplicar seus ideais marxistas para mudar fundamentalmente nosso país, não apenas para destruir nossa história, mas literalmente para queimá-la.”

No site oficial do grupo, na seção “o que acreditamos”, há críticas da figura paterna no modelo familiar e de sociedade que os ativistas propõem:

Desmantelamos a prática patriarcal que exige que as mães trabalhem em ‘turnos duplos’ para que possam ser mães em particular, mesmo quando participam do trabalho da justiça pública. Rompemos o requisito de estrutura familiar nuclear prescrito pelo Ocidente, apoiando uns aos outros como famílias extensas e ‘vilarejos’ que coletivamente cuidam uns dos outros, especialmente nossos filhos, na medida em que mães, pais e filhos se sentem confortáveis.”

O Black Lives Matter também critica a “sociedade heteronormativa ocidental”, nos seguintes termos:

“Nós promovemos uma rede de afirmação ‘queer’. Quando nos reunimos, o fazemos com a intenção de nos libertar das garras do pensamento heteronormativo, ou melhor, da crença de que todos no mundo são heterossexuais (a menos que eles revelem o contrário).”

Na última segunda (1), o próprio presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rotulou o “Black Lives Matter” como marxistas. “Black Lives Matter é uma organização marxista”, disse Trump. “A primeira vez que ouvi falar de Black Lives Matter, eu disse: ‘esse é um nome terrível’. É tão discriminatório. É ruim para os negros. É ruim para todos.”