Parlamentar britânica diz que a “crise climática” é ainda mais séria que o COVID-19

“A emergência climática pode ter desaparecido das primeiras páginas, mas não acabou. Na verdade, está acelerando”, disse a parlamentar Caroline Lucas, do Partido Verde do Reino Unido.

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LEON NEAL/Getty
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Em um texto para o jornal Daily Mirror, publicado terça-feira (2), a política Caroline Lucas fez soar o alarme das “mudanças climáticas” novamente, narrativa que tem sido ofuscada depois que a pandemia de coronavírus (COVID-19) tomou a agenda dos políticos e burocratas em todo o mundo.

“Precisamos aprender as lições do coronavírus para nos prepararmos para a crise climática”, alertou Caroline. “A emergência climática pode ter desaparecido das primeiras páginas, mas não foi embora.”

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A parlamentar disse que propôs uma lei para emendar o Climate Change Act de 2008, que é fraco em sua opinião e está “envelhecendo, tem buracos que precisam ser remendados com urgência. Mesmo que cumpramos todas as suas metas, ainda não estaríamos fazendo nossa parte justa para evitar o risco de catástrofe climática.

“Se não nos prepararmos para uma crise, se agirmos tarde demais e se a ação for insuficiente, pagamos um preço alto”, continua ela. Estamos enfrentando outra crise, ainda mais séria do que a Covid-19 e corremos o risco de cometer o mesmo erro de não responder na velocidade e escala que exige.

Diversos políticos e personalidades tentaram ressuscitar a pauta das “mudanças climáticas” durante esta pandemia de coronavírus, que acabou ofuscando-a por completo.

Em abril, logo no início da disseminação do COVID-19, o ex-presidente americano Barack Obama afirmou que “todos nós tivemos que nos adaptar para lidar com uma pandemia. As mudanças climáticas forçarão mudanças muito mais duras em nossos filhos.”

Bill Gates, bilionário e cofundador da Microsoft, também colocou na mesma balança o coronavírus e as “mudanças climáticas”. Gates disse que “se você quiser entender o tipo de dano que a mudança climática vai infligir, olhe para COVID-19 e espalhe a dor por um período de tempo muito mais longo.”