Mais de 50 jornais online são bloqueados na Bielorrússia

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Foto: SERGEI GAPON / AFP/23-08-2020
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Em um sinal de aumento da repressão, no último sábado (22), mais de 50 sites e órgãos de comunicação social que cobrem os protestos que exigem a demissão do Presidente Alexander Lukashenko, foram bloqueados.

A Associação Bielorrussa de Jornalistas denunciou os bloqueios dos sites, que incluíram o portal na internet da Rádio Liberty e a Belsat, um canal de televisão por satélite financiado pela Polónia. A gráfica estatal também não imprimiu dois jornais independentes de topo, o Narodnaya Volya e o Komsomolskaya Pravda, justificando ter sofrido uma avaria de equipamento.

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Bielorrússia, país localizado na Europa Oriental, que faz fronteira com a Rússia, Ucrânia, Polônia e Lituânia, está sofrendo uma série de repressão violenta contra manifestantes, incluindo coação física, sequestro e tortura, de manifestantes e transeuntes.

A população pede o impeachment do Presidente Alexander Lukashenko, que proporcionou, com a sua gestão ditatorial, um declínio do nível de vida do país e a repressão política imposta por seu governo e a péssima atuação para combater a pandemia.

“Lukashenko não pode propor nada a não ser lágrimas pela URSS e proibições”, disse à AP Tatian Orlovich, que participava dos atos na noite de sábado.

Na sexta-feira (21), as autoridades bielorrussas ameaçaram os manifestantes com acusações criminais, numa tentativa de impedir os protestos, e convocaram vários ativistas da oposição para serem interrogados no âmbito de uma investigação criminal à criação de um conselho destinado a coordenar uma transição de poder na antiga república soviética de 9,5 milhões de pessoas.

Alexander Lukashenko, no poder há 26 anos, recebeu 80% dos votos, de acordo com os resultados oficiais, que o leva para um sexto mandato, no dia 9 de agosto.

*Com informações do Publico PT.