Hospital ou supermercado: como administramos a morte

0
imagem: Renato Barbosa/Whatsapp
Anúncio:

Em um supermercado de Pernambuco, um representante de vendas chamado Manoel Moisés, de 59 anos, sofreu um mal súbito e foi a óbito. A administração do estabelecimento resumiu-se a cobrir o corpo com guarda-sóis e prosseguiu o seu trabalho normal até a chegada da equipe de saúde, o que veio a ocorrer três horas depois. “Dava para ver o corpo e as pessoas comentavam”, disse um colega de Manoel. "Eu estava no ônibus quando me ligaram dizendo que ele tinha falecido”, disse a esposa do falecido.

Este é um dos fatos que circulou nas mídias sociais ou jornais da extrema-imprensa, no mínimo revoltantes, mas que revelam a natureza animalesca impregnada na cultura administrativa brasileira. O vírus chinês reforçou um fato muito frequente em nossa vida cotidiana: o super poder de poucos frente à dor de milhares.

Anúncio:

No Rio de Janeiro, um pai de família foi internado no Hospital Municipal Salgado ...

Conteúdo

Clique aqui e desfrute cursos, artigos e estudos exclusivos.
Apoie veículos independentes.


Se você já é assinante faça seu login abaixo: