Michelle Obama insinua que coronavírus é uma oportunidade de mudar “como a riqueza é distribuída”

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Crédito da foto: Jose Luis Magana
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Em seu novo podcast, a ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, conversou a respeito de como a pandemia de coronavírus (COVID-19) tem afetado o mundo e ofereceu alguns insights para atenuar os efeitos deletérios que os lockdowns causaram na economia.

A jornalista Michele Norris notou que os trabalhadores anônimos que atuam por “trás das cortinas” são realmente essenciais para o funcionamento da sociedade, dizendo que “quando nos disseram para ficar em casa, eles se levantaram, se vestiram e saíram pelo mundo, arriscando suas vidas, para dirigir caminhões de lixo, para trabalhar em depósitos, para trabalhar em mercearias, para trabalhar em hospitais. Muitas vezes fazem um trabalho invisível, mas sim essencial, e luto com isso porque não tenho certeza de que os tratamos como se fossem essenciais.”

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A ex-primeira-dama e esposa de Barack Obama então respondeu:

“E isso é algo que precisamos fazer, é parte dessa reflexão, que precisamos fazer, você sabe. Com nós mesmos e como uma comunidade. E temos que pensar nisso, em termos de como a riqueza é distribuída. Você sabe como essas pessoas essenciais são apoiadas. E o que isso significa? Muitas dessas pessoas estão falidas. Eles não têm seguro saúde. Se eles ficassem doentes, por mais essenciais que sejam, não temos, como sociedade, julgado essencial garantir que eles possam ir ao médico e obter os cuidados de que precisam…”

Em maio, logo no início da pandemia, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, afirmou que no coronavírus há uma oportunidade de reimaginar uma era [mais] progressista no que se refere ao capitalismo. Então, sim, absolutamente vemos isso como uma oportunidade de reformular a maneira como fazemos negócios e como governamos.”

António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas – ONU, também disse que o vírus chinês trouxe o terreno propício “para fechar essas lacunas e tornar possível o Novo Contrato Social, acrescentando que “precisamos de um Novo Acordo Global para garantir que poder, riqueza e oportunidades sejam compartilhados de maneira mais ampla e justa em nível internacional. Um novo modelo de governança global deve ser baseado na participação plena, inclusiva e igualitária nas instituições globais.”