China – A escalada autoritária e o desrespeito com a dignidade humana

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REUTERS/Tingshu Wang
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Nos últimos dias tem se falado muito da China. De forma hipócrita, o país acusa os Estados Unidos de infringirem direitos humanos, mas possuem campos de concentração, ameaçam professores, prendem manifestantes e querem a extradição de estudantes que fazem parte de grupos pró-democracia. Idealizaram a Lei de Segurança Nacional e seguem perseguindo cristãos e opositores.

Essa é China que não respeita a soberania dos países, os direitos humanos e a liberdade individual. A psicopatia dos líderes do Partido Comunista Chinês é tão exacerbada que funcionários de estatais estão recebendo a vacina contra o covid, como cobaias ignorantes. Eles não sabem que é apenas experimental.

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As medidas de segurança imposta pela China são as mais restritivas e abrangentes já implantadas por um governo contra seu próprio povo. Isso inclui uso de tecnologia em larga escala: apreensão em massa de passaportes, reconhecimento facial por câmeras, dispositivos capazes de monitorar e ler conteúdos de celulares e coleta em massa de dados biométricos.

Ameaças contra a população cristã é frequente e os campos de concentração para a “reeducação” estão cheios. Quem não se abdica de sua fé além de perder os benefícios do governo, perde os filhos. Dois conceitos que a China quer destruir são: fé e família.

Diversos relatos mostram que o governo do ditador Xi Jinping está obrigando a retirada de símbolos cristãos das casas de cristãos e exigindo o fechamento de igrejas e prisão de seus membros.

O líder da tradicional igreja chinesa Early Rain e sua esposa estão presos sob acusação de incitar a subversão. Eles podem ficar até 15 anos na cadeia.

Funcionários do governo entraram em casas para retirar cruzes e imagens de Jesus Cristo. Alguns moradores foram obrigados a colocar imagens de Xi Jinping e de Mao Tse Tung na parede.

O Partido Comunista Chinês é implacável em sua perseguição. No desespero de suprimir a fé e os valores cristãos, famílias estão sendo forçadas a fugir para Taiwan.

Segundo Liao Qiang, membro da igreja Early Rain Covenant (ERCC), “Eles não apenas nos ameaçaram, adultos normais, membros normais da igreja, mas também ameaçaram nossos filhos. Alguns de nossos membros adotaram crianças, e o Partido Comunista enviou à força as crianças adotivas de volta à família original. Essa é a principal razão pela qual fugimos da China. Porque não podemos garantir que nosso filho adotivo também não seja levado por eles”.

Prisões, perseguição e a retirada dos filhos são alguns meios [cruéis] para obrigar a pessoa a adorar líderes comunistas. Outra punição encontrada pelo tirano é retirar o auxílio de $28 de famílias pobres.

Deficientes, idosos e famílias perderam o seu benefício por frequentarem cultos.

A casa de um cristão foi invadida no período de maio por um funcionário do governo, com cartazes dos líderes comunistas: “Esses são os maiores deuses. Se você deseja adorar alguém, são esses”, disse o pastor ao falar de Mao e do presidente Xi Jinping.

“As famílias religiosas empobrecidas não podem receber dinheiro do Estado por nada; devem obedecer ao Partido Comunista pelo dinheiro que recebem”, explicou um pastor local.

“Em Jiangxi, Poyang, uma idosa teve seu nome retirado da lista de ajuda só porque ela disse “graças a Deus” ao receber seu auxílio mensal no valor aproximado de $28”.

Campos de concentração

Em 12 de julho de 2015, um satélite que capturava imagens da China mostrava entre os desertos e cidades do oeste do país uma área de areia vazia, intocada e cinzenta. Já em 22 de abril de 2018, outra foto do mesmo ponto apresentava algo novo: um prédio com estrutura de segurança reforçada havia se materializado. Ele estava rodeado por uma cerca de dois quilômetros de extensão – eram 16 torres de guarda.

Esse local fica na província de Xinjiang e o governo mantém milhares de muçulmanos presos. São 10 milhões de islâmicos uigures.

O governo reconhece a existência do campo de concentração e afirmam que extremistas religiosos” estão sendo mantidos em “centros de reeducação” na região, que está próxima à fronteira com o Tibet.

“Hoje tenho uma profunda compreensão sobre meus próprios erros”, diz um homem para a câmera. “Serei um ótimo cidadão quando eu voltar para casa.”, disse um dos internos para a BBC.

“Havia uma sala de punição para quem não corresse rápido o suficiente”, diz. “Na sala havia dois homens, um para te bater com um cinto, e outro para te chutar”, conta.

O pátio de exercícios do campo onde ele diz ter ficado detido, na cidade de Hotan, ao sul de Xinjiang, pode ser claramente visto por fotos de satélite.

“Nós tínhamos de cantar uma música chamada ‘Sem o Partido Comunista não pode haver uma nova China’. Também aprendemos sobre legislação. Se você não as recitasse da forma correta, você podia apanhar.”

“No campo havia uma velha senhora, que foi levada lá por ter feito uma peregrinação a Meca”, ele conta. “Também tinha um idoso que não pagou sua conta de água a tempo.”

Lei de Segurança Nacional

No dia 30 de junho de 2020, foi aprovada, em Pequim, a Lei de Segurança Nacional com o objetivo de controlar, por meio do terror, Hong Kong.

O objetivo da lei é combater atividade “subversiva e secessionista” aumentando ainda mais o receio de uma redução das liberdades na região semiautônoma.

A legislação, que já tinha sinal verde ao final de maio, não cita a pena de morte entre as punições por “atos de secessão, subversão, terrorismo e conspiração com forças estrangeiras para comprometer a segurança nacional”, mas prevê prisão perpétua.

“Esperamos que a lei sirva como um obstáculo para impedir que as pessoas causem problemas e que não permita que Hong Kong seja usada como ferramenta para dividir o país”, disse Tam em coletiva de imprensa.

A medida já prendeu mais de 300 pessoas em protestos realizados no dia seguinte da promulgação da lei, que ocorreu pouco antes da meia-noite do dia 30 de junho — cerca de 10 delas, incluindo um adolescente de 15 anos, por supostas violações da lei. Livros pró-democracia também foram excluídos das bibliotecas públicas, direitos políticos foram cassados e pessoas saíram do país.

Punição a professores

Como já noticiado pelos “Estudos Nacionais”, o governo chinês quer impor medidas de ordem moral, como punir comportamentos considerados “nocivos para a soberania nacional e prejudiciais para a honra da China”.

“Os atos considerados “perigosos” incluem todos os tipos de crítica ao governo ou qualquer menção, junto aos alunos, sobre as manifestações de contestação em Hong Kong, já que esses protestos são vistos como um questionamento da segurança pública. As instituições são obrigadas a denunciar os professores que desrespeitarem a regra e os culpados são imediatamente punidos, com risco de perderem o emprego”, destacou o site RFI.

O sistema educacional chinês deve seguir a linha do Partido Comunista e cria um escudo para que Pequim combate “ideias liberais perigosas” provenientes do Ocidente.

Estudantes presos

Na quarta-feira, 29.jul.20, quatro estudantes de Hong Kong, envolvidos em um grupo que luta pela independência e democracia do distrito chinês, foram presos pela polícia sob a nova lei de segurança nacional. Três homens e uma mulher, com idades entre 16 e 21 anos, são suspeitos de “organizar e incitar a secessão”.

“Nossas fontes e nossa investigação mostram que o grupo anunciou recentemente nas redes sociais a criação de uma organização que defende a independência de Hong Kong”, afirmou aos jornalistas Li Kwai-wah, agente da nova unidade de segurança nacional da polícia de Hong Kong.

Exilados

Alemanha, Reino Unido, França e Austrália, suspenderam os tratados de extradição com Hong Kong após o adiamento das eleições por um ano. Uma decisão que Pequim condenou como uma violação do direito internacional.

A questão central é que Hong Kong, desde sexta-feira (31/07), está ordenando a extradição e prisão de chineses que se dizem pró-democracia.

Samuel Chu, ativista de Hong Kong pela democracia e cidadão norte-americano, soube que era procurado por “incitar secessão e por conluio com potências estrangeiras”. Chu disse que: “O exílio e a nacionalidade estrangeira não nos protegerão”.

Simon Cheng, ex-funcionário do consulado britânico em Hong Kong, denunciou as torturas na China e por isso recebeu asilo em Londres. Cheng é um dos alvos do mandato.

*Com informações da DW, RFI, Gospel Mais, G1, BBC, Estadão, Folha Gospel e Critica Nacional