Facebook avisa Moraes que não irá censurar perfis no exterior

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O Facebook afirmou que vai recorrer da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para não cumprir a determinação de retirar do ar os perfis de jornalistas e blogueiros das redes sociais. Enquanto corre o recurso, o Facebook manterá as contas ativas, informou matéria da Folha de S. Paulo.

O pedido de bloqueio das contas no exterior ocorreu nesta quinta-feira (30), depois que a censura imposta nacionalmente, a partir de sexta-feira (24), teve pouco impacto, já que milhares de seguidores conseguiram acessar os perfis dos blogueiros após mudar o país de origem nas configurações de privacidade das redes sociais.

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Em nota, o Facebook informou:

“Respeitamos as leis dos países em que atuamos. Estamos recorrendo ao STF contra a decisão de bloqueio global de contas, considerando que a lei brasileira reconhece limites à sua jurisdição e a legitimidade de outras jurisdições”, diz nota da assessoria de imprensa do Facebook, segundo o jornal Folha.

Repercussão internacional

A perseguição do STF contra aliados do presidente Jair Bolsonaro já vem repercutindo internacionalmente. Nesta semana, o informante do Project Veritas, Ryan Hartwig, encaminhou uma carta ao comitê judicial da Câmara dos Deputados dos EUA denunciando a colaboração do Facebook e Twitter com a censura institucionalizada pela suprema corte brasileira.

De acordo com informação do Mídia Sem Máscara (MSM), após perceber o grau de manipulação política e discriminação ideológica adotado pela empresa Facebook como norma e prática sistêmica, Hartwig vazou gravações em vídeo que foram divulgadas pelo Project Veritas, nos EUA. O MSM foi o primeiro veículo no Brasil a reportar o fato, no dia 8 de julho, com a matéria “Tudo filmado: funcionários do Facebook orgulhosos por perseguir conservadores“.)

Dessa vez, o relato de Hartwig, que conta com todos os registros possíveis e necessários para fundamentá-lo, foi encaminhado em uma carta conjunta aos membros do Comitê Judicial da House of Representatives (o equivalente nos EUA à nossa Câmara dos Deputados). A carta de Hartwig, no documento, está com outras duas: a de Zach Vorhies, engenheiro de software que trabalhou na Google, e a de Zachary McElroy, que também foi moderador de conteúdo no Facebook, e cujo conteúdo reforça o testemunho de Hartwig. Todos eles são informantes do Project Veritas, e desde dentro das dependências das duas gigantes da Big Tech, registraram e denunciaram tudo o que viram.

O documento adquire importância central no presente momento do debate político internacional, pois as grandes empresas de rede social têm sido denunciadas quase que diariamente por arbitrariedades contra usuários conservadores, cristãos e judeus, e bloqueiam de forma imediata toda e qualquer informação relativa à hidroxicloroquina e ao êxito que médicos obtém usando a substância no tratamento de pacientes com o Covid-19. Isso porque é justamente a grande mídia, aliada de primeira hora das gigantes da “Big Tech”, que reitera que a situação é de “pandemia”.