Acusadas de homofobia, cidades polonesas são excluídas de ajuda financeira da União Europeia

Foram excluídos os que adotaram recentemente resoluções apoiando a criação de “zonas livres de qualquer ideologia LGBTI+”

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ideologia de gênero
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As cidades polonesas que não permitem a ideologia de gênero ou militâncias LGBT em seus municípios foram excluídas do programa de cidades-irmãs, que resultaria em ajuda financeira da União Europeia.

“Os valores da UE e os direitos fundamentais devem ser respeitados pelos Estados membros e pelas autoridades públicas”, indicou nesta quarta-feira (29) a comissária europeia para a Igualdade, Helena Dalli. “É por essa razão que seis candidaturas para o programa de cidades-irmãs envolvendo autoridades polonesas foram rejeitadas”.

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As cidades haviam se candidatado para obter uma subvenção de até € 25 mil, como parte de um programa de cidades-irmãs entre localidades europeias. A iniciativa faz parte de um projeto chamado “Europa para os cidadãos” e tem como objetivo estimular a participação cívica e o debate sobre as políticas do bloco.

Municípios que não comungam da agenda progressista que visa dar a homossexuais certos privilégios foram excluídos porque adotaram resoluções apoiando a criação de “zonas livres de qualquer ideologia LGBTI+” (lésbicas, gays, bissexuais, trans e interssexo) ou pelos “direitos da família”. As cidades são acusadas, por países da UE, de “homofóbicas”.

França quer mobilização contra Polônia

A França, país que vem perdendo sua identidade pela imigração desenfreada de muçulmanos, pede “mecanismos de sanções financeiras” contra a Polônia. O novo secretário de Estado francês encarrega de assuntos europeus, Clément Beaune, disse que é necessário fazer algo rapidamente.

“Há lugares na Polônia que são declarados pelas próprias prefeituras como sendo ‘LGBT free'”. São locais sem políticas específicas para comunidades LGBT, dada a grande tradição católica dessas regiões.

“É evidentemente escandaloso e assustador que isso aconteça dentro da Europa”, disse Beaune.

*Com informações da RFI