Supremo censura perfis de críticos nas redes sociais com base em “inquérito das fake news”

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Em uma ação inédita nestas proporções, o Twitter cedeu a determinação do Supremo Tribunal Federal e retirou do ar perfis de influenciadores conservadores, nesta sexta-feira (24). A medida faz parte do polêmico “inquérito das fake news”, considerado ilegal por juristas e por parte da opinião pública.

Entre as costas suspensas pelo Twitter estão a dos jornalistas Bernardo Küster, Allan dos Santos, do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, dos ativistas Edson Salomão, Sara Winter e dos empresários Luciano Hang e Otávio Fakoury. Além disso, também foram censurados os perfis do humorista Reynaldo Bianchi Júnior, conhecido como Rey Bianchi.

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“O assunto é mais sério do que nunca”, disse Bernardo Küster em seu grupo de Telegram n amanhã desta sexta-feira. Há algumas semanas, Bernardo revelou trechos do inquérito a que teve acesso, informando que ele é composto quase exclusivamente por prints de manchetes de sites de extrema esquerda.

Na decisão, o relator do inquérito, o sinistro Alexandre de Moraes declarou:

“O bloqueio de contas em redes sociais, tais como Facebook, Twitter e Instagram, dos investigados apontados no item anterior ‘1’, necessário para a interrupção dos discursos com conteúdo de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional e democrática”, destacou Alexandre de Moraes em sua decisão.

Ataque inédito à liberdade de expressão

A censura instituída pelo STF, no Brasil, tem sido vista como inédita na história. Sem qualquer acusação, com base em um inquérito meramente investigativo, os perfis censurados têm em comum o fato de defenderem o presidente Jair Bolsonaro e criticarem publicamente posturas do STF.

Com isso, o Supremo alcança o estágio mais alto de censura iniciada com o polêmico “inquérito” construído com base em prints de notícias de sites de extrema esquerda, faltando apenas a prisão dos alvos da investigação.