Stop Hate for Profit e o Ódio do Bem

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Ganha corpo o movimento global de boicote ao Facebook chamado de Stop Hate for Profit, pelo qual grandes empresas, como Ford, Adidas, Coca-Cola, Unilever e Starbucks, retiram seus anúncios da plataforma objetivando alegadamente conter o discurso de ódio, concitando a rede social a desenvolver mecanismos que controlem com maior rigor o conteúdo postado.

Os limites e o próprio conceito de Hate Speech são há anos debatidos com afinco entre conservadores e liberals nos EUA, por carregar um subjetivismo inerente, conducente à arbitrariedade seletiva, já que, com aparência benévola, permite tolher a livre expressão – restringindo críticas e dados que contestem um dogma midiático pretensamente científico, como o aquecimento global ou a necessidade de lockdown – além de ser um mecanismo de censurar opiniões políticas e críticas a movimentos autodeclarados identitários.

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Essas transnacionais bilionárias convertem assim seu poder financeiro em poder político, como já vem fazendo ao promoverem uma agenda abertamente progressista em ações de marketing prafrentex sob o verniz de termos como responsabilidade social, engajando-se e financiando iniciativas de ativismo gay, abortista, feminista, negrista, ecologista, entre outros do mesmo jaez.  Que esses movimentos são capitalizados pelas esquerdas, ao canalizarem as insatisfações e ressentimentos dessas pautas em uma verdadeira revolução subjetiva, é fato arqui sabido; as multinacionais agem no mínimo lenientes com essa apropriação, fazendo parte da estratégia política, consciente ou inconscientemente.

As ações se intercambiam, marketing poético-ideológico e boicote financeiro em prol de controle ideológico e social, até porque rotular de racista, homofóbico, misógina, chauvinista, é carta corrente no mercado publicitário político e midiático, arma de desestabilização e de envenenamento da reputação. Rotular de discurso de ódio é, sim, um mecanismo de desmerecer a crítica e viabilizar a censura em um conceito poroso, como fake news.

No mesmo diapasão, a perseguição a páginas da família presidencial e de seus apoiadores ocorrida na última semana foi uma mostra prévia e regionalizada de uma ação internacional de calar vozes conservadores e posições dissonantes do mainstream. O facebook, que nunca foi um veículo neutro – diga-se de passagem, sinaliza que não só entendeu o recado, como se prontifica a executar a tarefa, doravante com supedâneo explícito do aparato financeiro global.

Por sua vez, fez-se novamente notar a dualidade típica da mentalidade das classes falantes brasileiras: a ginástica retórica da vez foi quanto ao desejo da morte do presidente, que nada mais seria do que uma manifestação de ódio do bem, ou, como florearam algumas mentes mais sofisticadamente capciosas, fruto de um desenvolvimento ético consequencialista. Ético, portanto, é torcer pela morte;  escarnecer de um ministro da Suprema Corte, ao invés, é exemplo de ódio antidemocrático, passível de prisão – tamanha é a situação patológica que deixou de ser apenas força de expressão.