Novas restrições do prefeito Gean Loureiro e problemas psiquiátricos comuns na pandemia

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Junto de outros prefeitos de cidades satélites, o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, surpreendeu a população da capital com medidas ainda mais duras, restringindo direitos de ir e vir e proibindo circulação de pessoas até mesmo sozinhas. Com o aumento de doenças psiquiátricas, já é possível questionar a saúde mental do prefeito, que testou negativo para Covid 19 nesta semana.

Objetivo das medidas, segundo prefeitura, é limitar atividades de lazer e impedir que as pessoas saiam de casa. A justificativa é o aumento dos casos de Covid-19 e a estagnação do número de leitos de UTI. Fazer lockdown é mais barato.

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Segundo a nova orientação da Prefeitura, fica “proibido o acesso de pessoas, individual ou coletivamente, à areia das praias, inclusive para a prática de atividades esportivas”. Em seguida, porém, a nota informa que estão permitidas as práticas individuais “de esportes aquáticos, pesca da taínha, maricultura”. A prefeitura não explica como os pescadores e surfistas farão para praticá-lo sem pisar às areias da praia.

Fica proibido o uso de playgrounds, academias ao ar livre, áreas comuns dos condomínios residenciais, como piscinas, salões de festas etc. Também são proibidos os cursos livres e o funcionamento de bares, restaurantes, lanchonetes, adegas e food parks. As igrejas podem ser utilizadas desde que a ocupação seja de no máximo 30%.

De acordo com deputados estaduais, verbas federais estariam sendo represadas pelo governador Carlos Moisés, impedindo a abertura de novos leitos. A opção de retirar direitos civis básicos da população parece ter sido mais persuasiva ao governo do Estado, seguido pela Capital.

Prefeito dá sinais de problemas psiquiátricos comuns na pandemia

Pesquisa realizada na semana passada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) com cerca de 400 médicos de 23 estados e do Distrito Federal, correspondentes a 8% do total de psiquiatras do país, mostra que 89,2% dos especialistas entrevistados destacaram o agravamento de quadros psiquiátricos em seus pacientes devido à pandemia de covid-19. “O isolamento social mexe muito com a cabeça das pessoas”, comentou, em entrevista à Agência Brasil, o presidente da ABP, Antonio Geraldo da Silva.

“É uma situação de medo, de ameaça constante, sem saber o que fazer”, disse Silva. Muitos pacientes têm medo de não ter acesso a medicamentos. Com isso, a ansiedade, o estresse e a paranoia aumentam e eles deixam de ir ao médico, perdendo as orientações necessárias.

O radicalismo de governos locais contribui para o estado de pânico da sociedade.

Diferente de outras capitais, em que a população tem protestado contra medidas restritivas de direitos, em Florianópolis o prefeito vem recebendo elogios de pessoas dominadas pelo medo, o que pode ter causado a recaída de Gean a medidas ainda mais restritivas diante da aprovação de sua conduta. Isso pode estar prejudicando a saúde mental do prefeito, que se vê aprovado em suas ideias. As autoridades dizem enfrentar uma superlotação de UTIs, mas a possibilidade de criar novos leitos é deixada de lado diante da passividade da população em receber como castigos paternais o rompimento da ordem democrática.

Formada essencialmente por funcionários públicos, Florianópolis não registrou grandes protestos públicos, apesar da indignação silenciosa de milhares de empresários e autônomos, que se vêem sem voz diante do poder que o medo exerce nas classes mais altas e influentes.

A Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, chegou a abrir um ambulatório de psiquiatria para atender crianças e adolescentes que foram afetados pela crise do Coronavírus. São atendidos jovens, entre 10 a 16 anos de idade, ao longo de um ano, que tenham depressão, ansiedade ou Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) piorados ou gerados pelos medos da doença e do isolamento social.