Escolas de Washington vão priorizar estudantes negros na reabertura gradual pós-pandemia

Nos Estados Unidos, o guia de planejamento das escolas do estado de Washington, visando a reabertura gradual de escolas públicas no pós-pandemia, dá sinais de uma possível "abertura gradual" na qual "os alunos mais afastados da justiça educacional" teriam prioridade nas aulas presenciais; a categoria dos “desfavorecidos” inclui "estudantes negros". A informação é do Breitbart News.

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(AMELIE-BENOIST / BSIP)
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Em mais um sinal dos justiceiros sociais, o guia de reabertura das escolas públicas do estado americano de Washington parece discriminar a cor da pele dos alunos ao definir quem tem preferência às aulas presenciais que voltam gradativamente no estado.

Segundo o documento “Reopening Washington Schools 2020”, as fases iniciais de reabertura escolar devem atender primeiramente “a todos os alunos do ensino fundamental” ou “aos alunos mais distantes da justiça educacional, incluindo estudantes com deficiência, aprendizes de inglês, estudantes que enfrentam falta de moradia, estudantes que enfrentam pobreza, estudantes negros e outros grupos de estudantes.”

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Assim, um estudante branco que não se adeque aos demais critérios acima deve ser preterido na volta às aulas.

Chris Reykdal, chefe do Gabinete de Superintendência de Instrução Pública, justificou que:

“Nós somos educadores. Sabemos que, apesar do progresso real, os sistemas e instituições educacionais continuam a contribuir para a desigualdade e a injustiça raciais. Sabemos que temos uma responsabilidade muito maior do que ensinar conteúdo nas salas de aula. Sabemos que cada um de nós possui uma injustiça. Na reabertura de nossas escolas, temos a oportunidade de dar mais um passo adiante no que deve ser uma vida inteira de energia em direção a um mundo mais justo.”

Tal documento foi claramente inspirado pelo clima de protesto que tomou conta dos Estados Unidos no mês passado, quando o afro-americano George Floyd foi morto asfixiado por um policial branco no estado de Minnesota. Desde então, as manifestações por justiça racial têm se multiplicado.