CNN quer remover termos como “blacklist”, “whitelist” e “master”; alega que são racistas

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(Elijah Nouvelage/Getty Images)
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O canal CNN publicou um texto em que lista expressões da língua inglesa que considera que têm raízes racistas, pedindo o boicote de tais termos no cotidiano das pessoas.

Alguns exemplos são expressões como “master bedrooms/bathrooms” (quarto principal/banheiro principal), onde o prefixo “master” parece evocar um sentido racista, argumenta o texto. Contudo, admite que “master bedrooms/bathrooms foram implementados mais amplamente nos lares americanos após a Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de dar aos pais que trabalham um espaço privado dentro de seus próprios lares… Embora não esteja claro se o termo está enraizado na escravidão americana nas plantações, evoca essa história.”

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O mesmo argumento usa o texto para condenar a expressão “Masters Tournament”, que se refere a um torneio de pessoas com grande habilidade num jogo. “O nome parece ter sido uma referência para golfistas com grandes habilidades, mas suas conotações colocaram o nome sob escrutínio”, diz o artigo.

Palavras como “blacklist” e “whitelist”, que se aplicam, principalmente no mundo virtual, quando alguém está bloqueado ou permitido, respectivamente, devem ser evitadas também, segundo a CNN, porque “embora as origens desses termos não pareçam estar diretamente ligadas à raça, alguns argumentam que reforçam as noções de que preto = ruim e branco = bom.”

Recentemente, a equipe de engenharia do Twitter, seguindo o mesmo exemplo da CNN, elaborou uma lista que contém, segundo eles, palavras não politicamente corretas e que precisam ser sacadas do vocabulário.

“A linguagem inclusiva desempenha um papel crítico na promoção de um ambiente em que todos pertencem. No Twitter, os termos que usamos em nosso código não reflete nossos valores como empresa ou representa as pessoas a quem servimos”, disse a equipe em sua conta oficial no Twitter.