Lei de segurança de Hong Kong define limites, diz líder

“Não é uma tragédia” disse líder do Executivo do país

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fonte da imagem: risingpowersproject.com
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A lei de segurança nacional de Hong Kong “não é uma tragédia”, disse Carrie Lam, em uma tentativa de reverter a desconfiança sobre a nova legislação da China, na última terça-feira (07).

Lam tenta reverter a desconfiança sobre a nova legislação, aprovada pela China, para controlar Hong Kong. A lei prevê pena de prisão perpétua a manifestantes e retirou livros pró-democracia da biblioteca nacional.

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A medida já prendeu mais de 300 pessoas em protestos realizados no dia seguinte da promulgação da lei, que ocorreu pouco antes da meia-noite da última terça-feira (30) — cerca de 10 delas, incluindo um adolescente de 15 anos, por supostas violações da lei.

A legislação é criticada por defensores da democracia e por governos ocidentais por minar as liberdades garantidas pelo acordo “um país, dois sistemas”, acertada quando Hong Kong voltou ao controle chinês em 1997.

“Certamente isso não é uma tragédia para Hong Kong”, disse Carrie Lam, a líder pró-Pequim, em entrevista coletiva semanal. “Tenho certeza de que, com o passar do tempo, aumentará a confiança no modelo ‘um país, dois sistemas’ e no futuro de Hong Kong.

Especialistas alertam que o objetivo da lei é sufocar o movimento pró-democracia que desencadeou meses de protestos, às vezes violentos, no ano passado.

Na noite da última segunda-feira (06), Hong Kong divulgou detalhes de como a lei será implantada e mostrou os poderes da polícia pela internet, que incluem o de pedir que editores removam informações consideradas ameaça à segurança nacional.

A líder do Executivo no país insiste em afirmar que a lei não é dura comparada com as de outros países. “É uma lei bastante branda. Sua abrangência não é tão ampla como as de outros países, mesmo a China”.

Empresas de internet e seus funcionários ficam sujeitos a multas e até a um ano de prisão se não obedecerem, e a polícia pode confiscar seus equipamentos. Também se espera que as companhias forneçam registros de identificação e assistência para decodificação.

Com a implantação da lei, ativistas desmontaram suas organizações que lutavam por democracia e outros saíram do país.

*Com informações da Agência Brasil.