Se for reeleito, Trump promete indicar mais juízes conservadores para a Suprema Corte

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(Michael Reynolds/Getty Images)
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“Essas decisões horríveis e politicamente calibradas que saem da Suprema Corte são explosões de espingarda no rosto de pessoas que têm orgulho de se chamar republicanos ou conservadores. Precisamos de mais juízes ou perderemos nossa Segunda Emenda e tudo mais. Vote Trump 2020!”, escreveu o presidente americano no Twitter.

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A reação de Trump foi depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos o impediu de tentar revogar o programa conhecido como DACA – Deferred Action for Childhood Arrivals, instituído pela administração Obama e que dava status de legais às crianças que foram trazidas aos Estados Unidos por imigrantes ilegais.

Na última semana, a Suprema Corte americana também causou desapontamento aos conservadores. A corte decidiu a favor da comunidade LGBT no caso Bostock vs Clayton County, no sentido de que “a homossexualidade ou o status de transgênero não são relevantes para decisões de admissão em emprego” e qualquer atitude do empregador que por acaso leve em conta tais características para demissão ou outra percepção desfavorável ao empregado é considerada “discriminação”.

Desde quando tomou posse, o presidente Donald Trump teve a rara oportunidade de indicar dois juízes para a Suprema Corte (Neil Gorsuch e Brett Kavanaugh). Se for reeleito, poderá ter mais alguma chance nos próximos quatro anos.

Tal como o Brasil, o cargo de juiz na Suprema Corte dos Estados Unidos é vitalício e, dependendo da composição, a corte pode influenciar sobremaneira os outros poderes (executivo e legislativo). Os presidentes republicanos tendem a indicar juízes avessos ao “ativismo judicial”, que muitas vezes atropela a letra da lei ou a decisão do presidente em nome das escolhas ideológicas do julgador.