Quaker irá remover mulher negra de embalagem da marca “Tia Jemima”; alega “estereótipo racial”

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Embalagem com o rosto da "Tia Jemima" (Paul Taggart/via Getty Images
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“Tia Jemima” está sendo repaginada com um novo nome e imagem, anunciou a empresa Quaker Oats, proprietária da marca, alegando que o rosto na embalagem é “baseado em um estereótipo racial”, informou o canal Fox News.

“Reconhecemos que as origens da tia Jemima se baseiam em um estereótipo racial”, afirmou Kristin Kroepfl, chefe de marketing da Quaker na América do Norte. “Enquanto trabalhamos para progredir em direção à igualdade racial por meio de várias iniciativas, também devemos examinar com atenção nosso portfólio de marcas e garantir que elas reflitam nossos valores e atendam às expectativas de nossos consumidores.”

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A decisão de remover a mulher negra (Tia Jemima) da embalagem, após quase 130 anos dessa tradição, vem depois de uma onda intensa de manifestações que pedem justiça racial nos EUA. O caso que suscitou tal indignação coletiva foi a morte de George Floyd, um homem negro que foi morto asfixiado por um policial branco no estado de Minnesota, no mês passado. Desde então, não somente nos EUA, mas nas principais metrópoles do mundo, tem havido um esforço dos justiceiros sociais para derrubar monumentos que remontam à época da escravatura, cancelar filmes clássicos como “O Vento Levou”, entre tantas outras ações.

Ainda segundo a Fox, a Quaker se comprometeu a doar, nos próximos cinco anos, pelo menos US$ 5 milhões de dólares para “apoio e envolvimento significativo na comunidade negra.”

A nova embalagem da marca Tia Jemima irá entrar no mercado já no final deste ano.