Estátua de Padre Antônio Vieira é vandalizada em Lisboa

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Foto: Expresso.pt
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A estátua do Padre Antônio Vieira (imagem em destaque), instalada em Lisboa, Portugal, foi outra vítima, na última semana, da onda de depredações e derrubadas de monumentos ao redor do mundo. Na imagem, aparece a pichação “descoloniza” na base da estátua.

Segundo informou o jornal português Expresso, “o Padre Antônio Vieira, conhecido pela defesa dos direitos dos povos indígenas e pela luta contra a sua exploração no século XVII, foi já recentemente acusado de fomentar a escravidão seletiva dos povos africanos. Incapaz de se manter indiferente à brutalidade com que os ameríndios e os escravos negros eram tratados no Brasil, o então membro da Companhia de Jesus denunciou a situação junto das cortes portuguesas da época. Apesar da singularidade da ação em Portugal, esta não é a única figura a enfrentar a fúria dos ativistas, tendo sido notícia também esta quinta-feira a retirada de uma estátua do fundador dos escuteiros Robert Baden-Powell no Reino Unido, com receio de que esta fosse vandalizada.”

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Os ativistas têm se rebelado contra os monumentos com a justificativa de que tais figuras remontam ao “racismo sistêmico” de uma sociedade passada e podem, assim, “ofender” a geração atual.

No mundo todo, as manifestações contra o racismo intensificaram-se depois da morte do afro-americano George Floyd, no mês passado, na cidade de Mineápolis, após ter sido sufocado por um policial branco.

Em Londres, o próprio prefeito prometeu “substituir” as “estátuas racistas” da cidade por figuras LGBT e da comunidade negra.

Comentando o caso da estátua de Padre Antônio Vieira, a Câmara Municipal de Lisboa afirmou que “todos os atos de vandalismo contra o património coletivo da cidade são inadmissíveis”.

 

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