Irritados com repercussão, meninos do MBL criam tese conspiratória envolvendo site

Grupo precisou insistir em tese de que editor pertence a dois sites ao mesmo tempo para embasar teoria conspiratória

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Em nova e surpreendente resposta do site MBL News à notícia dada em primeira mão pelo Estudos Nacionais, na semana passada, sobre a notícia crime envolvendo o deputado Arthur do Val, o colunista Paulo Rocha fez nova pesquisa e encontrou indícios de uma estranha conspiração que inclui o site em uma rede de mobilização de tuiteiros bolsonaristas. Após perder espaço nas redes sociais, o MBL vem sendo visto como exemplo de oportunismo político e reage com irritação diante da repercussão negativa de seus políticos, eleitos em 2018 dentro da “onda Bolsonaro”.

A tese de que o editor do site Estudos Nacionais seria, na verdade, um membro do Terça Livre, ganhou força no imaginário dos meninos do MBL, a partir de bombástica informação descoberta: os livros do editor são vendidos na livraria do Terça Livre. Ao que tudo indica, o próximo passo da minuciosa investigação pode chegar a uma estranha e inexplicável conspiração que une a editora ao youtuber antibolsonarista Nando Moura, em cuja livraria também consta lançamentos da editora. Além disso, livrarias como a Martins Fontes também vendem livros da editora, o que os torna potenciais membros da lista de suspeitos do MBL.

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A proximidade entre sites conservadores é insinuada como criminosa por meninos do MBL, que não vêem problema algum com sua aproximação a João Dória e políticos do centrão político.

O MBL ficou conhecido a partir da organização de protestos pelo Impeachment de Dilma Rousseff, quando conseguiu juntar milhões de manifestantes contra o PT. Enfrentando grande perda de prestígio entre a população, o movimento passou a ser criticado nas redes sociais por ter se aproveitado da onda Bolsonaro. O grupo passou de organizador de protestos a alvo de revolta na web, principalmente com o envolvimento de seus políticos como velhas raposas da política tradicional, contra os quais bradava nos idos de 2015.

De acordo com opositores, que incluem os filhos do presidente e seus seguidores, o MBL surfou na onda do antipetismo, depois na onda política de Bolsonaro que elegeu centenas de nomes durante as eleições, para agora aderir à onda midiática que visa derrubar o presidente.

Em seu mais recente texto atacando o EN, Paulo Rocha encontra críticas ao movimento MBL em vídeos do programa EN Pauta, comandado por Josair Bastos no Youtube, o que aponta como evidências de que o site faz parte de uma campanha contra o MBL. O colunista chegou a fazer uma longa e tediosa transcrição com minutagem do que disseram Josair Bastos e o professor Renato Emydio, em uma live na qual tiveram a ousadia de tecer críticas aos meninos que começaram a se interessar por política nos protestos de 2013.

Com isso, os meninos pensam ter respondido ou, como o título de seu texto indica, “desmontado” as “fake news” de Estudos Nacionais, quando demonstram não ser capazes de fazer breves pesquisas no Google. Além do mais, seus métodos combinam com o método do inimigo que imaginam estar lidando, acreditando que a desonestidade, mentira, associação fortuita e teses conspiratórias, são todas formas válidas e legítimas da política.

Lamentamos o pensamento e os métodos dos jovens do MBL e nos abstemos de respondê-los por via editorial de agora em diante, preferindo a via judicial, imaginando que apesar de jovens já têm idade para responder às declarações que fazem por aí, já que tiveram a ousadia de entrar para a política tão cedo.

 

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