Nigel Farage condena Black Lives Matter como uma “organização marxista perigosa”

“Eles estão buscando uma redistribuição radical da riqueza, estão sugerindo que os bens sejam retirados de empresas privadas e colocados nas mãos dos trabalhadores - veja, isso é um pouco como o manifesto de Lenin de 1917, que idealizou a revolução comunista na Rússia”, disse o líder do Brexit.

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Nigel Farage (Justin Sullivan/Getty Images)
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Nigel Farage, o líder do Brexit, fez duras críticas ao movimento Black Lives Matter, que organizou violentos protestos no último fim de semana em Londres.

O movimento, que faz ativismo contra o racismo, ganhou mais notoriedade depois da morte do afro-americano George Floyd, no mês passado, após ter sido sufocado por um policial branco na cidade de Mineápolis. Desde então o caso inspirou uma onda de protestos que foram além dos Estados Unidos.

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Em Londres, diversas estátuas históricas foram vandalizadas por terem sido consideradas “racistas”. A do líder inglês Winston Churchill foi pichada com a frase “Churchill era racista”.

“A derrubada da estátua de Edward Colston em Bristol… pelo segundo dia consecutivo, a estátua de Winston Churchill na Praça do Parlamento sendo desfigurada… uma multidão ao redor da estátua gritando ‘Churchill era um racista’; vimos outro ataque ao cenotáfio, desta vez com alguns subindo e tentando atear fogo com um isqueiro na bandeira da União – esses foram apenas alguns dos destaques do que aconteceu no Reino Unido”, observou Nigel Farage.

O homem por trás do Brexit criticou também a grande mídia britânica, dizendo que a BBC fez questão de colocar o Black Lives Matter como um movimento “tão pacífico e maravilhoso”, mesmo após mais de 50 policiais da Metropolitan Police feridos – alguns deles gravemente.

“Não digo que não há coisas na sociedade que não sejam perfeitamente justas – mas digo isso, muito claramente: esse movimento Black Lives Matter é uma organização marxista perigosa, inclinada à anarquia, e precisamos acordar, descobrir alguns fatos e entender o que estamos combatendo”, disse Farage. E continuou:

“Esse é o tipo de coisa com a qual estamos lidando aqui e isso é muito patrocinado – eles não têm falta de dinheiro; eles têm alguns grandes patrocinadores, Soros, outros … que querem derrubar fundamentalmente as normas da sociedade como as vemos hoje.”

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, pareceu também ceder aos manifestantes e determinou, recentemente, à Comissão de Diversidade que reveja o status de todas as estátuas, memoriais, artes de rua, nomes de ruas e murais públicos, a fim de retirar monumentos que têm alguma referência direta ou indireta ao racismo.

 

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