“… eu estava só cumprindo ordens”, um bate-papo sobre a banalidade do mal

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Em meio ao caos jurídico promovido em nome do combate à pandemia do Coronavírus, o podcast Direito & Liberdade conversou com Débora Lopes Luciano, do canal Reserva Legal. Nosso assunto não poderia ser outro: o cumprimento de ordens ilegais por parte das autoridades públicas.

A questão do cumprimento de ordens manifestamente ilegais não é novo. Uma enorme discussão filosófica sobre a questão foi levantada no livro Eichmann em Jerusalém: Um relato sobre a banalidade do mal, de Hannah Arendt, comentado pela nossa convidada em seu canal no Youtube.

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Em resumo, o livro trata do julgamento do oficial nazista Adolf Eichmann, capturado na cidade de Buenos Aires pelo Mossad e levado até Jerusalém para julgamento. Segundo Arendt, durante o processo, em vez do monstro sanguinário que todos esperavam ver surge um funcionário, um burocrata obediente, cumpridor de metas, que não fizera mais do que agir conforme a ordem legal vigente na Alemanha daquela época. É justamente aí que Hannah Arendt suscita a tese sobre a banalidade do mal.

Clique e ouça mais um bate-papo sobre Direito, Cultura e Política, no podcast Direito & Liberdade, publicado por Estudos Nacionais.