HBO MAX tira “E O Vento Levou” do ar alegando que o filme é racista

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MGM
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Com a morte do afro-americano George Floyd por um policial branco, no mês passado, a guerra de narrativas contra o racismo está, além de ações a serem implementadas na política, a todo vapor também em Hollywood.

A nova vítima da vez é o clássico filme E O Vento Levou, que foi tirado do catálogo da HBO MAX, ao argumento de que o filme contém referências ao “racismo estrutural”. A empresa soltou uma nota em que justificou a decisão:

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“E O Vento Levou é um produto de seu tempo e descreve alguns dos preconceitos étnicos e raciais que, infelizmente, têm sido comuns na sociedade americana. Essas representações racistas estavam erradas na época e estão erradas hoje, e sentimos que manter esse filme sem uma explicação e uma denúncia dessas representações seria irresponsável”, disse o porta-voz da empresa.

Curiosamente, a atriz afro-americana Hattie McDaniel, que interpreta “Mammy” (uma empregada) no filme, foi a primeira artista afro-descendente a receber um Óscar pela atuação em E O Vento Levou, na categoria atriz coadjuvante.

Hattie McDaniel (Wikipedia Commons)

A HBO MAX disse ainda que “o filme estará de volta, mas apenas se for acompanhado com uma discussão de seu contexto histórico e uma denúncia dessas mesmas representações.”

Criticando duramente a decisão da HBO, o jornalista John Nolte, do Breitbart News, citou um trecho do livro de George Orwell:

“Todo registro foi destruído ou falsificado, todo livro reescrito, toda imagem foi repintada, toda estátua e prédio da rua foi renomeada, toda data foi alterada. E o processo continua dia após dia e minuto a minuto. A história parou. Nada existe, exceto um presente sem fim, no qual o Partido está sempre certo – George Orwell, 1984.”

Tom Fitton, presidente da organização Judicial Watch, escreveu que o que a HBO fez foi equivalente à “queima de livros”.