A influência do nazifascismo nas torcidas organizadas na Europa e América Latina

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As torcidas de futebol inglesas, italianas e alemãs já estão acostumadas a ver suásticas e saudações nazistas em suas partidas de futebol. Neonazistas usam cada vez mais o futebol alemão, principalmente o amador, como uma plataforma para propaganda. Autoridades alemãs se vêem impotentes em coibir a influência das ideologias radicais nas torcidas dos times.

Essa influência não é bem vista, mas combatê-la vem sendo difícil para autoridades europeias. Recentemente, um artilheiro foi demitido após sentar-se para assistir ao jogo ao lado da torcida neonazista. Nos clubes italianos, a presença do fascismo também é grande.

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Emilio Gentile, historiador do fascismo, traça uma linha entre o fascismo e o futebol, vendo estreita relação entre a ideologia extremista e as torcidas organizadas. A cultura da violência justificada, da adesão radical e extrema são elementos passíveis de cooptação por movimentos revolucionários, entre os quais inclui-se hoje o neofascismo, o antifascismo (Antifa), feminismo, ativismo Lgbt e outros movimentos de subversão cultural.

Gentile assinala que o clube Lazio de Roma tem a torcida mais fascista e violenta de todas, seguida pelo Inter de Milão e por dois outros times de segunda divisão, o Verona e o Varese. Em 2018, o clube Lazio de Roma foi multado por atos antissemitas da sua torcida contra o rival Roma. Isso não se restringe a times grandes. Um time da série D teve suásticas pichadas do lado de fora de seu estádio.

“O elemento psicológico, o machismo, o culta da violência, o punho cerrado, o grito de guerra são os efeitos do gestual fascista assemelhados ao das torcidas organizadas que se transportam para a America Latina, em torcidas violentas que lembram os grupos de “camisas negras” nas ruas de Roma dos anos 20 e 30, tipologias gêmeas”, escreve André Motta Araújo sobre a obra de Gentile.

Na Inglaterra, são famosos os Hooligans, que significa literalmente “vândalos” e têm estreita relação com movimentos racistas e neonazistas, como o grupo “Combat 18”, que frequentemente combate em violentos enfrentamentos as torcidas organizadas da Irlanda.

Direita ou esquerda?

Gentile também alerta para o uso inapropriado do termo “fascista” para designar qualquer movimento de direita e assinala que essa visão é errônea e leva a análises imperfeitas. Isso porque, na América Latina, a “resposta” ao neonazismo das torcidas europeias se dá na mesma linguagem, um ideário idêntico, mas com a justificativa do antifascismo. O crescimento do extremismo nas torcidas organizada se dá, no Brasil e América Latina, através do movimento Antifa, que imita os mesmos modelos dos Hooligans.

A página Antifa Hooligan BR, no Facebook, defende abertamente o uso de violência politicamente justificada, obedecendo ao manual antifascista de Mark Bray, liderança do movimento Antifa nos EUA. O nome da página traz confirmada a inspiração fascista e racista dos métodos importados da Europa para a América Latina, adaptados a um discurso de extrema esquerda, pretensamente pro-minorias.

A torcida organizada Gaviões da Fiel, no Brasil, tem suspeitas de ligações com a célula terrorista de extrema esquerda PCC, e junto de centenas de outras torcidas organizadas, carrega a bandeira do movimento internacional Antifa, financiado por milionários, entre eles o húngaro-americano, George Soros, que durante a Segunda Guerra, na juventude, ajudou o regime nazista a expropriar judeus, sendo ele próprio um judeu.