Por que o Foro de São Paulo ainda vive?

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imagem facebook/reprodução
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Este artigo é uma crítica ao Governo Bolsonaro. Não como uma facada pelas costas, mas de alguém que está nas linhas de frente das escaramuças da sociedade brasileira – como barbearias, ambientes acadêmicos, círculos religiosos e familiares – defendendo-o resignadamente. Da minha parte sempre haverá uma defesa intransigente ao governo do Presidente Bolsonaro. Todavia, uma pergunta paira no ar: por que o Foro de São Paulo ainda age livremente sem sofrer uma única baixa?

Ontem o Brasil assistiu pelas redes sociais um bando de arruaceiros vestidos de preto, avançando na Paulista e em outros cantos do Brasil, atacando violentamente os verde-amarelos. Todos assistimos embasbacados a esquerda capitanear torcidas organizadas de clube de futebol – que por natureza são violentas – para esmurrar, chutar e golpear idosos, mulheres e crianças que caminhavam pacificamente pelas vias públicas da cidade.

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Alguns políticos menores da esquerda, como o psolista Glauber Braga e Sâmia Bomfim, fizeram selfies junto aos vândalos e desavergonhadamente publicaram em seus twitters – “hoje viemos às ruas para o ato das torcidas organizadas antifascismo em SP”, escreve Braga – “Vim apoiar o ato anti fascista das torcidas organizadas”, escreve também Sâmia em sua página. Todavia, o que mais chamou a atenção foi a mídia nanica da esquerda personificada nas palavras do jornaleco Diário Causa Operária que dizia: “é dessa forma que os atos se expressam em enfrentamentos com os bolsonaristas, que foram colocados para correr [aludindo às ações violenta das torcidas], bem como na orientação política majoritária nos atos, a de que é preciso lutar para derrubar Bolsonaro e todos os golpistas, nas ruas!”. 

O jornaleco da Causa Operária comemorou os rojões e a tática de usar grupos compactos de 100 pessoas contra a polícia e a população. Ainda está, como twitter fixo, na rede social do Lula a mensagem codificada de 28 de maio: “um aviso aos democratas do Brasil: os golpistas já colocaram o pé na nossa varanda. Se não houver reação, eles arrombarão a nossa porta”.

Uma das reações veio do deputado federal Alexandre Frota, que foi eleito na rabeira do Presidente Bolsonaro, respondendo ao chamado do Lula escreveu Frota: “Lula está avisando. Acho que diante das ameaças vamos ter que ir para as ruas e vamos para a guerra. É hora de unificar e encarar”, em seguida o deputado, que também é líder de torcida, marcou várias torcidas organizadas de futebol em seu post.

Por detrás de todos estes fatos narrados, existe a mão do Foro de São Paulo. No 25° Encontro do Foro de São Paulo, ocorrido em julho de 2019 em Caracas, Venezuela, ficou acordado entre a liderança de esquerda do mundo todo que haveria uma ampla frente pelo movimento “Lula Livre”, ato bem sucedido com a soltura do Lula no mês de Novembro daquele mesmo ano. Outra resolução do Foro de São Paulo foi a eleição de Fernández e Kirchiner para a presidência da Argentina, meta bem sucedida em 27 de outubro. 

Em 2019, o Foro de São Paulo também se manifestou em apoio aos movimentos que se denominam “Frente Ampla” pela democracia. Movimentos estes que nada mais são do que um conluio de personalidades públicas amotinadas contra governos. Não por acaso, a Folha de São Paulo, andou divulgando um Manifesto neste sábado, dia 30, denominado “Somos Muitos”, assinado por um trambolho de músicos, atores, políticos, acionistas de banco e youtubers brasileiros. Nomes como Lobão, Felipe Neto, Luciano Huck, Fernando Henrique Cardoso, Haddad, Maria Alice Setúbal (acionista do Banco Itaú), Paulo Coelho e a lista segue, assinaram o tal “Somos Muitos” que mobiliza um outro grupelho – “movimento estamos juntos” – financiado por um dos braços financeiros do Foro de São Paulo, chamado Catarse.

A declaração do 25° Encontro do Foro de São Paulo foi assinado pelos seus membros, dentre eles, representando o Brasil: PCdoB e PT; da Colômbia: FARC e Partido Comunista Colombiano e de Cuba: o Partido Comunista Cubano. Como convidados tiveram o MST, PCO, Partido Comunista da França, Movimento da Palestina (AL-Fatah), Partido Comunista da Rússia (PCFR), Partido da Esquerda Europeia (PIE) dentre outras dezenas de esquerdistas do mundo.

Diante desse enfileiramento de forças esquerdistas anti-governos e das claras incursões violentas neste domingo, foi-me inevitável lembrar do livro de Graça Salgueiro – O Foro de São Paulo: a mais perigosa organização revolucionária das Américas, afirmando que a entidade atua também através de sucursais, isto é, movimentos capitaneados para colocar em prática as atividades programadas pelos encontros do Foro. Foi assim com o Fórum Social Mundial, o próprio Mercosul, a UNASUL e segue a lista.

Aqui, em meio às trincheiras da sociedade brasileira estabelecida nas conversas de barbearias, salão de beleza, fila da lotérica e da Caixa, há uma reclamação excessiva do caos provocado pelos governadores e prefeitos por causa do vírus chinês. Porém, pouco se chega sobre os atos criminosos da esquerda brasileira como seu apoio ao narcotráfico ou mesmo o seu apoio às práticas terroristas na Síria, Israel e na Venezuela ou Cuba.

O Foro de São Paulo está passando ileso pelo governo Bolsonaro. Há quem diga que os generais estão céticos quanto as más intenções da esquerda. Inclusive um desses, da alta patentes do Exército Brasileiro, andou recebendo em seus aposentos Aldo Rebelo – combatente fiel do PCdoB – com sorrisinhos no rosto e apertos de mãos amigáveis.

Todavia, o Foro de São Paulo está inovando as suas estratégias. De um lado a força da violência e do outro a conversa sobre instituições democráticas. Os jornais da extrema-imprensa, claro, sempre irão se locupletar associando-se com as forças do Foro de São Paulo, para em última instância, enfraquecer qualquer reação que a população esboce contra a esquerda. A mídia de direita que tem se valido das redes sociais, sofre perseguição não apenas da extrema-imprensa ou da esquerda em geral, mas, também, do Supremo Tribunal Federal, de deputados e das forças capitalistas internacionais como Facebook, Google e Twitter.

Enfim, repito a pergunta: por qual motivo mesmo o Foro de São Paulo ainda vive? Ontem, eles bateram na população que saiu às ruas para apoiar o Presidente. Amanhã, voltarão a invadir propriedades de fazendeiros e saquearão lojas e na semana que vem pegarão em armas russas e chinesas contra qualquer um que ousar sair de casa vestido de verde-amarelo.

O Foro de São Paulo é o inimigo do Brasil. É o câncer que consome as centenas de milhares de parte do país. Não é a torcida organizada ou a Sâmia, simplesmente, é toda a horda do mal que se diz democrática, mas como cães raivosos pedem sangue contra aquilo que em suas demência rotulam de fascismo ou anti-democrático. O Foro de São Paulo está mais vivo do que nunca. Intacto, reformulado, obtendo vitórias uma após a outra, cercando o Brasil em todos os frontes, presente nas rádios, televisões e lives dos internautas. Se, por acaso, os generais estão subestimando as astúcias dos comunistas – jogando pingue-pongue, talvez – a esquerda está mais sanguinária do que nunca. Por isso, eu pergunto, onde está o “Basta!”, Presidente?