O que une Gaviões, PCC e Antifa ao “inquérito das fake news”

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Entre os mandados de busca e apreensão e intimações contra jornalistas, artistas e políticos conservadores e a volta do movimento Antifa, dos black-blocs, unidos à Gaviões da Fiel, parecem haver algumas coincidências a serem exploradas. O ato, que se considerou “pró-democracia”, foi convocado a partir de postagem do ator e deputado Alexandre Frota, histórica liderança da Gaviões. Mas Frota é talvez o nome político menos relevante dessa história.

As ligações entre a torcida organizada do Corinthians, a Gaviões da Fiel, com o Primeiro Comando da Capital (PCC) já foi objeto de investigação da Polícia, embora em caráter sigiloso. Por algum motivo, a polícia tem falado do assunto com muita cautela.

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Sabemos que o atual ministro do STF, Alexandre de Moraes, responsável pelo polêmico “inquérito das fake news”, foi Secretário de Segurança Pública em São Paulo e chegou a trabalhar como advogado da empresa Transcooper, empresa de transportes de São Paulo. A Transcooper foi uma das cinco pessoas jurídicas investigadas em inquérito que apurava crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro do PCC, como informou reportagem na época.

De acordo com o deputado Senival Moura (PT), um dos cooperados da Transcooper, Alexandre de Moraes “sempre foi um profissional muito respeitado entre os permissionários e a direção da Transcooper. Depois que ele foi secretário de Transportes, foi contratado como advogado da cooperativa para defender nossas causas”, disse Moura.

Foto: Marcos Oliveira / Agência Senado.