“É a criminalização do bolsonarismo”, diz Bernardo Küster após ser alvo de operação da PF

5
Anúncio:

“Quebraram o sigilo de 29 pessoas que apoiam o governo. É a criminalização do bolsonarismo”, concluiu Bernardo Küster, em uma live no Instagram na companhia dos editores do jornal Brasil Sem Medo, Silvio Grimaldo e Paulo Briguet, na manhã desta quarta-feira (27). A transmissão foi feita logo após o colunista receber a Polícia Federal em sua casa e ter seu computador e celulares apreendidos.

O mandado de busca e apreensão enviado pelo Supremo Tribunal Federal visitou 29 pessoas apoiadoras de Jair Bolsonaro, como parte do “Inquérito das Fake News”, que persegue disseminadores das supostas notícias falsas. Esta é a hipótese mais provável, pois o processo é sigiloso e ninguém tem acesso aos autos. Na prática, o inquérito vem batendo às portas de influenciadores conservadores e de direita, em uma crescente perseguição das opiniões favoráveis às agendas do governo.

Anúncio:

Bernardo informa que nem mesmo a Polícia Federal tinha conhecimento do motivo da apreensão.

“Não vamos amaciar, vamos engrossar o tom”, disse Bernardo.

O editor do Brasil Sem Medo, Paulo Briguet, vai mais longe e reflete sobre os grandes riscos que o país está correndo.

“O que estamos vendo é a criminalização do conservadorismo… Quando há crime sem castigo, há castigo sem crime”, disse o jornalista.

O editor Silvio Grimaldo também comentou a operação e recomendou que a população reaja e pressione o Senado a votar um impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, autor do mandado.

“Acima do STF não há ninguém”, diz Silvio Grimaldo. “Nossa Constituição não prevê isso. Não há a quem recorrer. Precisamos ir à internet e infernizar a vida deles”. Segundo Grimaldo, não é necessária uma CPI da Lava Toga”, mas é caso de Impeachment, pois o crime já foi cometido e não precisa ser investigado em uma CPI.

Inquérito é ilegal, diz procuradora

Em uma série de mensagens no Twitter, a procuradora Thaméa Danelon, ex-integrante da operação “Lava Jato” em São Paulo, enfatizou que o inquérito é “completamente ilegal e inconstitucional”.

A procuradora também lembrou que a ex-Procuradora-Geral da República (PGR), Raquel Dogde, no ano passado, arquivou o referido inquérito, contudo, não foi acolhido pelo STF, segundo noticiou o site Renova Mídia.

 

Inscreva-se em nossa Newsletter e receba novidades por e-mail.