Maior evento político da China começa nesta sexta e dá sinais importantes sobre futuro do gigante asiático

País busca mostrar liderança no combate a pandemia causada por eles.

0
Anúncio:

O evento que tem uma semana de duração, conta com a presença de mais de 3 mil deputados do maior legislativo do mundo e o assunto a ser tratado será a meta de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). É o evento político mais importante do país.

As questões como saúde pública também terão atenção, onde os esforços estão concentrados a responder às acusações feitas por diversos líderes mundiais que a China acobertou a gravidade da crise. O Partido Comunista Chinês busca passar a idéia de liderança e de competência no combate a pandemia causada por eles.

Anúncio:

Grande parte da conferência será feita por videoconferência e ocorre com dois meses de atraso.

“Será interessante ver o que sairá dessas reuniões em termos de política externa, política para Hong Kong e Taiwan e política econômica para amenizar os golpes na atividade por conta da pandemia de coronavírus”, afirma a equipe de análise do Julius Baer, destacou a InfoMoney.

Os economistas apontam que será de grande interesse acompanhar se a China atribuirá meta de crescimento do PIB para o ano atual. “Isso tem relevância para o mundo inteiro, uma vez que no ano passado a China foi responsável por cerca de um terço do crescimento global, mais do que o dobro dos Estados Unidos”, apontam.

A conferência visa, também, a inovação tecnológica indígena, que foi instituída em 2006, porém prejudicada pela crise financeira global.

“Se o desenvolvimento da tecnologia indígena também for resultado do Congresso Nacional do Povo, será verificado que o mundo está realmente se separando em dois blocos distintos, um americano e um chinês. Isso também significa que quase todas as empresas de tecnologia fora desses dois países terão que, em algum momento, escolher a qual bloco pertencem”, avalia o banco suíço.

China e Estados Unidos

O futuro das relações entre China e EUA ganha força em meio ao atual cenário de crise sanitária. As tensões entre os dois países vêm se acirrando desde o início da pandemia.

Como resposta as acusações dos EUA, China prometeu compartilhar cinco vacinas experimentais que já começaram a ser testadas em seres humanos e alocar US$ 2 bilhões para a luta global contra o covid-19 durante Assembleia Mundial da Saúde. “A China trabalhará com os membros do G20 para implementar a iniciativa de alívio da dívida para os países mais pobres”, explicou.

*Com informações da InfoMoney