EUA manda recado à ONU: nossa ajuda financeira é para “salvar vidas”, não para “aborto”

O administrador interino da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional escreveu ao secretário-geral da ONU na segunda-feira, afirmando que a ajuda financeira dos EUA à ONU deve ser usada apenas para "intervenções que salvam vidas" durante a crise do coronavírus, e não para aborto ou sua promoção.

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FILIPPO MONTEFORTE/AFP/Getty Images
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John Barsa, administrador interino da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (sigla em inglês: USAID), escreveu ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, que “enquanto a ONU e os Estados-Membros em todo o mundo trabalham para lidar com a pandemia do COVID-19, exorto você, sua equipe e os fundos, programas e agências especializadas e técnicas da ONU a manter o foco nas intervenções que salvam vidas. A prestação de cuidados de saúde essenciais é a primeira prioridade em todo o mundo durante esse período.”

O alerta vem depois que a Organização Mundial de Saúde (OMS) promoveu a agenda abortista no pacote de ações para combater a pandemia de coronavírus ao redor do mundo, em abril deste ano. “As escolhas e os direitos das mulheres aos cuidados de saúde sexual e reprodutiva devem ser respeitados, independentemente de ela ter ou não uma suspeita ou confirmação de infecção por COVID-19”, afirmou a OMS naquela oportunidade.

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No comunicado da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional, Barsa ainda afirmou que:

“[…] a ONU não deve usar essa crise como uma oportunidade para promover o acesso ao aborto como um ‘serviço essencial’. Infelizmente, o HRP Global [Plano de Resposta Humanitária] faz exatamente isso, colocando cinicamente a provisão de ‘serviços de saúde sexual e reprodutiva’ no mesmo nível de importância que a insegurança alimentar, cuidados essenciais de saúde, desnutrição, abrigo e saneamento. O mais notório é que o PRH Global pede a ampla distribuição de medicamentos e suprimentos indutores de aborto e a promoção do aborto nas comunidades locais dos países.”

O texto ainda diz, enfaticamente, que a ONU não deveria intimidar as nações que estão comprometidas com a vida e que os Estados Unidos está com as que se comprometeram a proteger os nascituros.