Perfil do Twitter persegue sites de direita para roubar suas receitas

2
Anúncio:

Uma conta no Twitter chamada Sleeping Giants iniciou um sistemático trabalho de perseguição por meio de denúncias junto aos maiores anunciantes do Google para retirar publicidade de sites conservadores. Eles notificam grandes empresas visando alertá-los que seus anúncios estão sendo apresentados em sites de direita. Na verdade, o perfil utiliza a técnica pouco original de denunciar sites de direita como sendo “fake news”. Diversas empresas de grande porte já responderam informando que estão pedindo a retirada de seus anúncios destes portais de direita.

O golpe visa estrangular sites não alinhados aos grandes grupos, que em sua maioria, contam unicamente com receitas advindas de anúncios em parceria com o Google. A gigante da internet vende anúncios para todo tipo de empresa e faz convênio com sites e blogs onde sites liberam espaço para apresentação de anúncios. É dessas parcerias que surgem os anúncios que você vê no Estudos Nacionais.

Anúncio:

A renda de anúncios não é expressiva para sites pequenos, mas portais com maior volume de acesso vivem disso. Um deles é o Jornal da Cidade Online, que tem mais de 30 milhões de acessos ao mês, e foi uma das primeiras vítimas da perseguição do perfil Sleeping Giants no Twitter.

O projeto Sleeping Giants já está em 11 países, tendo iniciado a campanha de perseguição a direita nos EUA, onde conseguiu comprometer o site conservador Braitbart News. Segundo informações do Breibart, eles perderam milhões de dólares com os ataques.

No Brasil, já responderam positivamente grandes anunciantes como o Telecine, o Submarino, a Samsung Brasil, o Banco do Brasil, a Dell do Brasil, entre outros. O Jornal da Cidade Online noticiou recentemente que deixou de contar com anúncios da Dell do Brasil, devido a denúncia do perfil anônimo.

Modelo de mídia que garantiria liberdade de expressão é perseguido pela esquerda

É importante entender o modelo. Provavelmente, este modelo de subsistência do mercado jornalístico seria um dos que garantiria o maior grau de independência e liberdade de expressão, não fosse agora, o ataque sistemático da esquerda.
Veja como funciona: o Google é o intermediário, faturando milhões em publicidade junto a pequenas e mega-empresas. A empresa paga publicidade para o Google e o Google precisa de lugares para expor esses anúncios, e dentre tantos locais de exposição, estão os blogs e sites de qualquer pessoa na internet. Cada site decide quais espaços colocará anúncios e quanto mais espaços de anúncios, maior as receitas. O Google cobra pela intermediação.

Esse modelo garante independência, pois se cada site de notícias tivesse que vender seu espaço publicitário individualmente, além de não conseguir fechar contratos com muitas empresas, poderia ter sua linha editorial afetada pelas ideias do diretor de marketing ou do proprietário de uma empresa ou outra. Por isso, o modelo que está sendo atacado é justamente o que garantiria liberdade.

Jornal El País pode ter motivado a criação do perfil no Brasil

A criação do perfil no Brasil se deu recentemente. Sua primeira postagem data de 18 de maio, um dia depois que o jornal de extrema-esquerda El País fez uma reportagem mostrando a “eficácia” do perfil Sleeping Giants nos EUA e em outros países, em censurar a extrema esquerda por meio da técnica de sabotagem de anunciantes. A primeira postagem é do perfil B.A.S.T.A, que se identifica da seguinte forma:

No dia 20/05, o EL Pais novamente traz o tema a público, no claro intuito de promover a ideia e chamar toda a esquerda para ajudar nas denuncias, com a reportagem: Movimento expõe empresas do Brasil que financiam, via anúncios, sites de extrema direita e notícias falsas.

Jornalistas da grande mídia fazem parte do movimento

Não se sabem quem está operando o perfil Sleeping Giants diretamente, mas o movimento envolve outros perfis, incluindo, por exemplo, o do jornalista George Marques, que se diz “Ex-Intercept, Revista Fórum, Metropoles”. Ele divulgou a iniciativa do perfil B.A.S.T.A antes da criação do Sleeping Giants, com a mesma hashtag #VaiDoerNoBolsoTwitter, e até tentou se justificar dizendo “não é censura, é o mínimo de bom senso“.

O jornalista que pede por “bom senso”, acusou Bolsonaro de ter desejos nazistas.

Outra jornalista da grande mídia a apoiar a perseguição é Tatiana Dias, editora no The Intercept BR em Sâo Paulo, ex-jornalista do Nexo Jornal, HuffPostBrasil, revista Galileu e Estadão. A jornalista explica no thread do mesmo tweet, em detalhes, o funcionamento dessa ação. Inclusive, num deles, ela cita um artigo que ela é coautora, publicado no The Intercept. O artigo “Youtube faz canais de direita ganharem dinheiro espalhando mentiras sobre coronavírus” foi uma matéria de 25/03. O artigo é uma pressão para o Google (dono do YouTube) desmonetizar canais. Ou seja, os ataques tem alvo tanto sites de direita e também contra canais de YouTube.

Ao que tudo indica dois grandes interesses se unem: 1) o da esquerda, em censurar vozes discordantes; e 2) os comercias, dos grandes jornais, que não querem concorrentes. Devido a dominação ideológica presente nas grandes empresas de publicidade e marcas globais, não será difícil para eles terem o apoio de mais empresas, e assim, retirar o pouco financiamento que a mídia independente possui, fazendo a maior parte da população brasileira perder sua voz e ter que viver com uma mídia que finge representar a opinião pública.

 

Inscreva-se em nossa Newsletter e receba novidades por e-mail.