Como a China controla o Ocidente

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fonte da imagem: risingpowersproject.com
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Dois livros formam o imaginário da liderança comunista chinesa atualmente, segundo a ex-diretora de operações da CIA, senhora Clare M. Lopez. O famoso livro de Sun-Tzu “a arte da guerra” escrito 2.500 anos atrás e “Guerra Irrestrita”, publicado por dois ex-militares do Exército Chinês em 1999, Qiao Liang e Wang Xiangsui – ambos livros de guerra.

Uma vez que a democracia ocidental amoleceu o coração de suas gentes, ao mesmo tempo tornando-se cega para com seus inimigos, as nações ocidentais sucumbiram ao fascínio do capital selvagem e das ideologias nefastas trazidas por Marx e Engels. Seja como for, o ocidente aprendeu a enxergar tudo como: dinheiro e ideologia. Nada mais.

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Sabedores disso, os líderes comunistas chineses vêm escalando lentamente as muralhas do ocidente, tendo em uma das mãos a máxima de Sun-Tzu “a guerra tem importância crucial para o estado” e, noutra mão, o impulso de destruir a superpotência americana. Não por acaso, a China nos tempos de Mao Zedong e de Deng Xiaoping aprendeu a camuflar suas verdadeiras intenções. Mao misturava em seus poemas as belezas da natureza com o ressoar dos tambores insidiosos da revolução vermelha. Xiaoping, por outro lado, inventou uma China meio socialista e meio capitalista, para ser palatável ao ocidente.

Foi assim que, em 1979, o consultor político americano, Henry Kissinger, apresentou o Presidente da Sony, Akio Morita, ao líder do Partido Comunista Chinês, Deng Xiaoping, para que a China fosse mais moderna. Em 1981, um romancista americano de codinome Dean Koontz escreveu o livro “Olhos das trevas”, dizendo que a partir de um laboratório de Wuhan, cidade chinesa, sairia um vírus mortal – se bem que originalmente o nome do vírus era russo, Gorki-400, e somente a edição de 1989 mudou para Wuhan-400. Claro, coincidência, né?

A China foi admitida na Convenção de Armas Biológicas em 1984, com sua economia meio socialista, meio capitalista, e os líderes chineses progrediam em suas estratégias – administravam a doutrina, o tempo, o espaço, o comando e as disciplinas – regras do Sun-Tzu.

Assisti, em meados de março deste ano, alguns inocentes alunos da Oxford Union debaterem se deveria ou não o Ocidente iniciar um Guerra Fria contra os chineses, como se estivéssemos diante de um novo estado soviético. O consultor político americano Patrick Buchanan é muito direto em dizer que não há conversão da China ao nosso modo de vida. E, também, a malévola China de hoje não sofre as graves deficiências que a URSS tinha. Disputas nacionalistas internas, planos econômicos inviáveis e tecnologias desatualizadas não fazem parte do quadro político-social que os discípulos do Sun-Tzu estão operando. Os Estados Unidos criaram sem dúvida um oponente poderoso e que trabalha dia e noite para controlar o mundo.

Se o livro do Sun-Tzu fermentou com filosofias os potentados do comunismo chinês, o “Guerra Irrestrita”, de Qiao Liang, colocou pimenta no bolo. Liang e o coronel Xiangsui exibem oito princípios para que a estratégia de derrotar os Estados Unidos não seja malograda. Todas as estratégias devem atuar em onidirecionalidade; sincronia; objetivos limitados; ações ilimitadas; assimetria; consumo mínimo; coordenação multidimensional; ajustando e controlando o processo completo. Liang e Xiangsui reescreveram as palavras de um outro guru chinês, o imperador Li Shimin, que dizia: “eu costumo fazer movimentos surpreendentes, o inimigo espera movimentos surpreendentes; mas eu movo nada surpreendente para atacar o inimigo; o inimigo espera movimentos nada surpreendentes; pois então eu faço movimentos surpreendentes agora para atacar o inimigo”.

Obviamente, “Guerra Irrestrita” não está à altura de um Sun-Tzu em matéria de filosofia de estratégias de guerra, mas oferece táticas. Oferece um diagnóstico situacional da China em relação a superpotência Estados Unidos no contexto de 1999. Desde então, vinte anos se passaram, o chinês ganhou mercado, destruiu fabricas e comércios locais, compraram a nossa soja e nosso milho; vendeu-nos aparelhos celulares e smart TVs – até o momento em que desaprendemos a fazer nossas próprias máscaras e nossos próprios respiradores. Aconselha Sun-Tzu sobre como derrotar o inimigo “diminui-lhe ao máximo as forças, desorienta-o, dizimando lhe, de vez em quando, saqueando seus comboios, seus equipamentos e tudo o que te poderá ser útil” – eis a arte da guerra nas veias chinesas.

Assim, a China vem controlando o Ocidente. No interior de Minas chamaria “cozinhar o galo”. O Ocidente não percebe que tudo está se desmoronando. Sua fé, sua política, sua sociedade, até por fim, esvair a própria vida. A China que estamos lidando não é ocidental e nem oriental, os líderes da etnia Han estão governando as terras de Mao Zedong e de Deng Xiaoping para uma espécie de novo império do sol. E, pelo visto, não há espaço para outra potência mundial a não ser eles mesmos – o Partido Comunista Chinês.

Fontes:

Clare Lopez https://www.newsmax.com/claremlopez/coronavirus-china-biological-weapons/2020/05/11/id/966878/

Patrick Buchanan https://www.newsmax.com/patrickbuchanan/beijing-stalin-reagan-putin/2020/05/12/id/967030/

Sobre o livro “olhos de trevas” https://www.scmp.com/lifestyle/arts-culture/article/3051619/china-wasnt-original-villain-book-predicting-coronavirus

Debate na Oxford Union https://www.youtube.com/watch?v=qdjKY1-yxi0