Globalistas e a pandemia diante da Nova Ordem Mundial

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Uso a expressão Nova Ordem Mundial como um conjunto de fenômenos políticos, econômicos e culturais que visa estabelecer uma nova forma de sociedade, um novo modelo civilizacional. Dentro desse arcabouço destaco o globalismo, que consiste na criação de um ambiente de governança global.

Ao contrário da globalização, que representa um processo espontâneo que existe desde sempre e que envolve as atividades mercantis e comerciais, o globalismo é uma ideologia, ou seja, um conjunto de idéias que não precisa corresponder à realidade e que exige uma intenção deliberada e premeditada por parte daqueles que a promovem. Mesmo que em alguns momentos estejam atrelados, sendo a primeira inclusive usada como moeda de troca para a implantação deste último, são fenômenos absolutamente diferentes.

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A ideologia globalista possui algumas características intrínsecas bem evidentes, que quase sempre podem ser identificadas quando analisamos os objetivos das iniciativas que a compõe.

Quando olhamos para os prováveis desdobramentos de uma iniciativa globalista notamos que os objetivos embutidos normalmente correspondem a:

1 – Fortalecimento do poder estatal e dos organismos internacionais;

2 – Enfraquecimento das soberanias nacionais e dos direitos naturais dos indivíduos;

3 – Concentração dos mercados rentáveis nas mãos das grandes corporações multinacionais;

Além destes três fatores, também podemos identificar elementos comuns a outras ideologias e movimentos revolucionários, como a exigência de poder imediato em troca de supostos benefícios futuros, e a possibilidade de se camuflar em um amálgama de conceitos fluidos e efêmeros, de modo a permitir adaptações constantes e evitar refutações ou contestações.

Analisando a pandemia sob este prisma, fica claro que, independente da origem e da sua causa, deliberada ou acidental, a Covid-19 está sendo instrumentalizada para avançar uma agenda que contém todos estes fatores.

Os burocratas do Estado estão avançando sobre questões privadas, atropelando direitos individuais e extrapolando preceitos constitucionais e até mesmo os limites do bom senso. Os organismos internacionais nunca demonstraram tanta força, suplantando soberanias nacionais e impondo às nações diretrizes que não foram discutidas nos âmbitos nacionais, decisões arbitrárias disfarçadas de recomendações. E as quarentenas compulsórias estão devastando economias e destruindo pequenas e médias empresas, o que deve transferir fatias ainda maiores dos mercados às grandes corporações, pois estas são muito mais propensas a aguentar uma crise sem precedentes como as que estamos vivendo.

Assim, fica evidente a instrumentalização desta pandemia, um processo que aproveita o problema sanitário, econômico, de empregabilidade e ordem inclusive psicológica e moral para avançar uma agenda de forma inédita. Em dois ou três meses os objetivos globalistas avançaram mais do que nos últimos anos, mostrando que a preparação para o aproveitamento de um eventual momento crítico, planejado e organizado por décadas, obteve um sucesso formidável mesmo antes do fim deste período conturbado. E infelizmente o problema deve, também, trazer diversas consequências ainda incalculáveis e até mesmo incompreensíveis neste momento.

Além dos governadores, prefeitos e burocratas não eleitos restringindo direitos individuais, e muito mais do que falências e insolvências provocando maior concentração de mercado, o avanço da agenda totalitária já começa a mostrar seus efeitos perversos em áreas sensíveis para os planejadores da Nova Ordem Mundial.

A começar pela idéia de um documento de identidade global, do passaporte sanitário, da vacinação obrigatória e do incentivo aos pagamentos digitais, passando pela formatação de novos regimes de trabalho, e chegando às transformações de ordem psicológica, moral e religiosa, as consequências da pandemia devem estabelecer novos paradigmas, diluir tradições e inverter valores.

No campo político devem surgir novas legislações e autoridades globais. Essas discussões já começaram e muito provavelmente órgãos como a OMS devem assumir o papel de um ministério da saúde global, por exemplo.

A quebra das cadeias produtivas e os desequilíbrios dos mercados possivelmente ocasionará estagnação, recessão ou depressão econômica, exigindo arranjos estruturais que podem contribuir para endividamento das nações e para profundos processos inflacionários. Novos impostos também já estão na pauta, inclusive mundiais, o que deve fortalecer ainda mais o poder das autoridades globais – e um imposto mundial exigirá uma burocracia estabelecida, com capacidade de calcular, cobrar e punir os inadimplentes.

Com os aspectos sociais e culturais o problema deve ser ainda maior. Em decorrência do pânico, e turbinada pelas promessas de um futuro mais seguro, a provável aceitação de princípios totalitários sob o pretexto de segurança deve causar mudanças graves no comportamento das pessoas, desde novas atitudes cotidianas, como distanciamento social e esfriamento nos relacionamentos, até transtornos compulsivos e diluição do senso moral e religioso.

Neste sentido, no meu entender o mais perturbador, o mundo deve passar por uma transformação que vai arrefecer toda e qualquer forma de resistência ao processo totalitário em curso. Todos os elementos indicam que sem uma interferência que altere o rumo dos acontecimentos, teremos o enfraquecimento da defesa dos valores e princípios que regem a nossa civilização, o que certamente fortalecerá a implantação definitiva do ambiente de governança global necessário para a criação de uma Nova Ordem Mundial.

Podemos também estabelecer algumas reflexões a respeito das conexões entre as pessoas, entidades e empresas envolvidas nesse aparelhamento da pandemia.

Primeiro, devemos olhar para aqueles que hoje estão protagonizando as estruturas que pretendem controlar a situação de forma a direcionar as decisões estão interferindo na vida de bilhões de pessoas.

A OMS, imediatamente após o início da crise foi elevada à categoria de principal protagonista do atual panorama. Um dos principais braços da ONU, a OMS representa hoje a religião do cientificismo. Nesse momento ela já emite recomendações com força de dogma religioso, impondo suas decisões às nações, que por medo ou aparelhamento são obedecidas como se fossem leis. Um recuo na história desta organização mostra que esse patamar que ocupa em nossos dias corresponde à consequência de um desenvolvimento que já dura mais de 100 anos. Como herdeira e sucessora das Conferências Sanitárias que começam em 1851, e do Escritório Internacional de Higiene, em 1907, foi formalizada como uma espécie de secretaria da Liga das Nações, precursora da ONU e primeiro órgão com a pretensão de ser uma autoridade global de fato. Depois da Segunda Guerra Mundial ganha autonomia e alcance ao ser incorporada à ONU.

Entre os principais personagens desse panorama atual também podemos encontrar algumas fundações bilionárias, e as empresas ligadas às famílias que as controlam. A mais falada atualmente, a Fundação Bill & Melinda Gates, há mais de uma década está profundamente envolvida em projetos de controle social como o passaporte sanitário, as vacinações obrigatórias e a identidade digital (ID 2020). Outra entidade diretamente ligada a projetos desse tipo e que é uma das principais patrocinadoras da ID2020 é a Fundação Rockefeller, que há mais de 100 anos influencia o desenvolvimento da saúde pública e da própria medicina. Financiando inúmeros estudos e projetos nestas áreas, colaborou com a criação de protocolos e padrões de procedimentos em todo o mundo. Aqui no Brasil, inclusive, colaborou diretamente com várias iniciativas sanitaristas e até mesmo com a criação do Departamento Nacional de Saúde Pública, dirigido por Carlos Chagas, e chegou a promover um Congresso Brasileiro de Eugenia, em 1929.

Por outro lado, devemos olhar também para outro personagem que está ocupando posição de destaque em meio a esta crise: A China. A ditadura chinesa está no centro da discussão pública devido a fatores como origem do vírus, influência na diretoria da OMS e por abrigar grandes fábricas de respiradores e equipamentos de proteção individual. Eu acrescentaria, no entanto, outros fatores que julgo mais importante e mais revelador. A China moderna foi criada com o apoio das grandes fortunas ocidentais, e é o modelo de regime desejado pelos planejadores da Nova Ordem Mundial: uma mistura de poder estatal repressor, com controle social ferrenho, liberdades individuais limitadas e imprensa cooptada convivendo com um mercado nas mãos das corporações, onde pequenas e médias empresas só podem existir como fornecedoras dos cartéis.

Observando o panorama, os personagens e as coincidências, e somando a esses elementos as simulações e os cenários estudados por fundações e organismos internacionais nas últimas décadas, parece claro e cristalino que estamos diante de um ponto de virada, de um momento extremamente crítico da nossa história, e que só poderá retroceder ou pelo menos acelerar se a população mundial tomar consciência do tamanho do problema que enfrentamos.

E como a única arma que dispomos é a informação, devemos colocar todas as nossas forças nesse objetivo, sem esquecer as virtudes da Fé, Esperança e Caridade, exatamente como está fazendo o Congresso Online Estudos Nacionais.

E que Deus nos proteja.

Alexandre Costa
Site: www.escritoralexandrecosta.com.br
Canal: www.youtube.com/c/AlexandreCosta

Autor de “Introdução à Nova Ordem Mundial”, “Bem-vindo ao Hospício”, “O Brasil e a Nova Ordem Mundial”, “Fazendo Livros” e “O Novato”.