O preço pago pela troca da liberdade é disciplinar a delação de inocentes

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Ultimamente não é apenas a sua liberdade que é colocada em xeque diante dos decretos de governadores e prefeitos, mas também o seu potencial de ser livre no mais abrangente dos aspectos.

Segundo a Constituição Federal de 1988, no título II, artigo 5º a liberdade é considerada um direito fundamental de todo brasileiro:

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Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”.

Contudo, não é necessariamente isso que temos visto ao longo de uma “ditadura da COVID-19”. A questão em foco, não é ser negacionista, pois a doença existe de fato e apresenta características de contágio perigosas, ainda que com baixos índices de letalidade, mas suscitar a discussão do quanto cada indivíduo está colecionando em termos de prejuízos.

Um dos maiores danos causados pela submissão a histeria é a perda gradual e imperceptível da liberdade de privacidade, ir e vir, e até mesmo de expressar livremente o que pensa. Números com premissas erradas e/ou com distorções são apresentados para fortalecer a narrativa dos gráficos fomentadores de um estado de alarmismo que deixou de estar no campo das hipóteses e se tornou regra.

A liberdade individual vem sendo oprimida e aos poucos vai se destruindo o sentido do comportamento livre. Agora, o indivíduo só é livre se respeitar uma série gigantesca de regras que além de fragilizar o direito constitucional, também suprimem a possibilidade de pensar fora deste novo padrão.

Afinal, como será o mundo pós-pandemia? Seremos acostumados a obedecer a um novo padrão de comportamento social? Seremos expostos gradualmente a aceitar que para ser livre devemos colocar em suspensão nossa privacidade? Teremos que nos adequar as diretrizes de uma sociedade moderna que deixou de priorizar seus valores e está sujeito à nova ordem para incriminar velhinhas que vão à feira e sobretudo, normalizar a delação de inocentes?

Pois bem, recentemente foi publicado no portal Folha de São Paulo a matéria: “Polícia de SP é acionada a cada 1 minuto por conta de comércio aberto, em que aborda como a sociedade, meio a histeria, normalizou a intimidação de pessoas através de denúncias de crimes que não existem.

O medo é responsável por aflorar no indivíduo os mais absurdos e promíscuos desvios de caráter, já para a Secretaria de Estado de Saúde, “as ações têm caráter educativo”. Ou seja, estamos educando nossa sociedade a espionar e entregar cidadãos de bem.

Tudo isso, é claro, justificado pelo decreto publicado pelo governo de São Paulo, que continua em vigor, em que “apenas estabelecimentos considerados essenciais podem manter as portas abertas, como supermercados,t farmácias e padarias”. Quantas pessoas serão presas a partir de uma “boa ideia” que age sobre a linha tênue entre a liberdade e os novos crimes da ditadura da COVID-19?

Um perfil no Twitter que chama a atenção é “vacilocovidbh” que traz em sua bio o seguinte: “Twitter para expor quem não está cumprindo a quarentena. TUDO NO SIGILO!! Mande seu video na DM. Total sigilo! #FicaEmCasa”, denuncia festas privadas e churrascos familiares.

Já não precisamos nem mais do Estado para observar estes “criminosos”, basta termos um vizinho chato.

 

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