Isentismo é atributo de quem tem lado definido

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São múltiplas as narrativas dos grandes veículos de imprensa que se caracterizam como “imparciais”, quando na verdade, apenas utilizam-se da fuga semântica para descaracterizar seu viés ideológico ao narrar os fatos. Por vezes o fenômeno de supostamente “não tomar partido” é nomeado erroneamente como “neutralidade” para se atribuir a falsa sensação de compromisso, boa fé e, ao final, acabar dando um ar de credibilidade ao conteúdo.

O insucesso da imprensa ao tentar se mascarar com uma roupagem mais garbosa se prolifera, também, nas profundezas de um discurso mitológico da política. É comum ver políticos que não se declaram de direita ou de esquerda, mas estar acima do “bem e do mal” na esfera da polidez civilizatória do isentismo.

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Essa jogada ocorre mesmo de maneira incoerente com seus discursos de campanha, afinal, quando em comício era vantajoso aos seus interesses apoiar um determinado candidato ou uma determinada visão de mundo, mas, posteriormente, tornou-se desinteressante para poder fazer valer a sua vontade em nome do “jogo de cintura”.

Há parlamentares que se intitulam como “novos e originais”, desqualificam o conservadorismo pela sua ignorância, crença e mau-caratismo de atribuir qualidades negativas a manutenção das instituições tradicionais baseadas em valores. Valores… Sim, muitos deles foram trocados descaradamente pela barganha política do poder.

O governador, João Dória (PSDB-SP) por exemplo, já foi alvo de uma série de criticas por realizar este tipo de barganha, como quando trocou a Prefeitura de São Paulo para concorrer ao cargo de Governador do Estado. Em algumas declarações o atual governador reforça a necessidade de dialogar com outras prefeituras para impor suas decisões na obrigatoriedade de não relaxar a situação de isolamento social e convicções pessoais.

Recentemente, Dória foi convidado para um congresso organizado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e outras siglas de esquerda. O convite foi realizado pelo petista Aloizio Mercadante (PT) para compor uma mesa de debate com os governadores Rui Costa (PT-BA), Flávio Dino (PCdoB-MA) e Renato Casagrande (PSB-ES).

Segundo informado pela Revista Veja, a discussão deverá tratar sobre o pacto federativo e as possíveis saídas para as crises financeira e sanitária que foram provocadas pela pandemia da COVID-19.

A disputa partidária continuará. Nossas diferenças não são pequenas, mas, no momento, há um desafio comum que é a defesa da vida e da economia. É preciso criar convergências para mitigar efeitos da crise e para lidar com a questão sanitária. Debater ideias é fundamental para a convivência democrática”, afirmou Mercadante.

O petista ainda salientou que os convites foram distribuídos para governadores que têm implementado políticas públicas que corroboram com as diretrizes estipuladas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com base na ciência.

Segundo a Veja, o governador de São Paulo teria aceitado o convite. Qual avaliação pode ser tirada disso? Seria “jogo de cintura” ou uma mera alavanca política para galgar mais poder? O grande problema do “isentão” é, sem dúvidas, que ele não é e nunca foi um isentão.

 

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