#ForaMaia ultrapassa 1,4 milhão de tweets e tem suspeita de sabotagem pelo Twitter

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Créditos da foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.
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O dia 17/04/2020 amanheceu com a campanha da hashtag #ForaMaia em primeiro lugar no Twitter, com mais de 500 mil citações. Por volta das 9h50 já ultrapassava 680 mil tweets, mas apesar da força evidente da campanha, internautas começaram a se questionar se o Twitter não estaria empregando técnicas para reduzir a força do movimento virtual.

Quando os usuários estão no meio da digitação de uma hashtag, o Twitter sempre sugere o termo completo a partir de lista de termos mais citados, em tese. Contudo, o Twitter passou, num primeiro cenário, a sugerir hashtags menos citadadas, como #ForaMaiaJa ou #ForaMaiaBotafogo. Essas sugestões já seriam suficientes para enfraquecer a campanha devido a distribuição da manifestação popular por vários termos, fazendo assim a hashtag principal ter menos força (menos citações).

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Segundos depois, o Twitter passou a ocultar todas as hashtags contra Rodrigo Maia em meio a lista de sugestões durante a digitação e sugerir hashtags que não estão sendo citadas por muita gente, mas que são de esquerda, como a#ForaBolsonaro.

O algoritmo pode estar apenas estimulando a multiplicidade de temas?

Uma das defesas possíveis para esse comportamento que parece favorecer os objetivos de frear ondas conservadoras seria a de que algoritmos podem ter já pre-definido um procedimento de incentivo à multiplicidade de temas. Ou seja, quando um tema qualquer está muito em alta, para evitar que se torne “o único foco” na rede social, a ferramenta sugeriria outros temas com menor relevância. Essa ideia já foi defendida como sendo uma simples postura em busca da diversidade de opiniões.

Esse estímulo à diversidade seria sempre favorecendo a esquerda?

O problema é que acumulam-se coincidências em que os gigantes da internet, Google, Facebook e Twitter parecem utilizar de todas as ferramentas possíveis para frear o crescimento de manifestações e da disseminação de informações com viés conservadores.

Em 2019, registrei em um artigo a suspeita de que o Google estaria se engajando na ideologia de gênero. Quando digitado “Homem deve “, no campo de busca do Google, entre as primeiras opções surgiam “…depilar as pernas”, “depilar” e “fazer sobrancelha”. Em outro artigo mostrei uma denúncia grave contra o Facebook, que teria criado uma “lista negra” de palavras chave que são argumentos contra o aborto para que seus resultados fossem ocultados das buscas justamente na época do referendo da Irlanda sobre a liberação do aborto. Ou seja, os usuários digitavam “aborto é assassinato”, “aborto é errado”, “aborto causa problemas psicológicos”, e os resultados com essas palavras chave não eram apresentados ou ficariam no final de uma lista de resultados que a maioria de internautas não chegaria a ver.

A rede social Facebook de Mark Zuckerberg, que também detém a rede social Instagram, também registra inúmeros episódios de censura sempre contra ideias e perfis conservadores e também conta com uma rede de checagem de fatos inegavelmente favorável a ideologia esquerdista.

Hoje mesmo, o jornalista Bernardo P Küster no Instagram avisou que teve o recurso de transmissões ao vivo restringido pelo Instagram por violação das diretrizes da rede social. O mesmo aconteceu com o médico Italo Marsili, que tem mais de 1 milhão de seguidores. Com o Italo Marsili ocorre clara censura. Mesmo que você já seja seu seguidor, ao digitar parte do nome de Italo Marsili na busca interna do Instagram o aplicativo sugere vários perfis alternativos com os termos “Italo”, antes de trazer o perfil oficial do Italo Marsili.  Só se consegue encontrá-lo se for digitado todo o seu nome corretamente, até a última letra. Na penúltima letra, o Instagram ainda sugere prioritariamente perfis que tem bem menos seguidores, como se a rede social fizesse de tudo para evitar o contato das pessoas com o influenciador, que traz posições politicas diferentes daquilo que a rede social professa.

 

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