Fim da liberdade e começo da ditadura socialista

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Por Carlos Alberto Chaves P. Junior.

Diante da realidade que observo, cabem algumas escolhas, o silêncio, marca típica dos covardes e oportunistas, ignorá-la, hábito dos ignorantes, ou combatê-la, com as armas da prudência, inteligência, sabedoria e ousadia. A pandemia que eu mais temia tomou as ruas, cidades, estados e ,hoje, seus efeitos são sentidos por todos: o autoritarismo e totalitarismo travestidos de ação benéfica e necessária em nome do bem comum. A quem vem servindo esse bem comum? Estamos mesmo dispostos a renunciar nossa liberdade em nome de uma falsa sensação de segurança? Ficaremos passivos diante daqueles que agem como algozes de nossa humanidade?

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Para além das precauções que a pandemia requer por parte de governantes, é um fato que esse cenário conturbado tem sido usado para fins políticos escusos. A quarentena horizontal tem sido alardeada pela mídia progressista, tendenciosa e desonesta, como a única medida plausível e apropriada, contudo o professor de medicina, estatísticas, epidemiologia e saúde populacional, John P.A. Ioannidis , no artigo postado no site  do The American Institute of stress: “Contramedidas draconianas foram adotadas em muitos países. Se a pandemia se dissipa – por conta própria ou por causa dessas medidas – pode ser tolerável um distanciamento e bloqueios sociais extremos de curto prazo “, escreve o estatístico. “Por quanto tempo, no entanto, medidas como essas devem ser continuadas se a pandemia continuar a agitar , sem mostrar sinais de decrescimento, todo o mundo? Como os responsáveis por estas políticas podem afirmar se estão fazendo mais bem do que mal? ” 

Hannah Arendt, teórica politica e jornalista, no seu livro Origens do Totalitarismo,  afirma :

“A diferença fundamental entre as ditaduras modernas e as tiranias do passado está no uso do terror não como meio de extermínio e amedrontamento dos oponentes, mas como instrumento corriqueiro para governar as massas perfeitamente obedientes.”(grifo nosso)

Casos ecoam por todo o Brasil de ações que beiram ao ditatorial. Liberdade de manifestação, expressão e até mesmo religiosa sendo vilipendiadas. As redes sociais amanheceram estupefatas diante de imagens de um Boletim de Ocorrência (B.O), onde a policia militar na cidade de Forquilhinha (SC), cumpriu uma operação em uma residência onde cinco senhoras cristãs oravam a Deus dentro do local. Tal operação estaria respaldada pelo decreto 515/2020 do governador do estado Carlos Moisés. Não é um caso isolado, e temo que se não fosse pelas mídias sociais, casos como este não estariam sendo noticiados.

O artigo XIX da Declaração Universal dos Direitos Humanos expressa que:

Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras. (grifo nosso)

O artigo 5 da constituição no inciso VI afirma: –  é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias. No inciso X do mesmo artigo: “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;” e o inciso XI coloca:  “a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial;”

Juridicamente é questionável por demais a operação. Não é por algo ser legal , possível e razoável dentro do plano jurídico, que é justo ou moral. Nem sempre a aplicação da lei equivale a se fazer justiça especialmente em tempos onde a bandidolatria e cleptocracia tem tomado os rumos desta nação. O estado vem alargando seu poder e infligindo dor , medo e ódio no povo o que, espero não estar certo, tem por objetivo o controle social. 

A esquerda em sua eterna luta contra a democracia, vem por todos os meios tentando desestabilizar o governo democraticamente eleito, seja por vias legais e visíveis seja por meios menos claros e lícitos. O povo está sendo convencido a aceitar que a entrega subserviente de sua liberdade é o caminho para o retorno a normalidade. De fato, se tais intervenções seguem ocorrendo, voltaremos a uma normalidade ,mas não dentro do plano democrático.

Carlos Alberto Chaves P. Junior.

 

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