Organização Mundial da Saúde: “aborto é essencial durante a pandemia de coronavírus”

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FABRICE COFFRINI/AFP via Getty Images
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse, em um comunicado junto ao Daily Caller News Foundation no último sábado (4), que “os serviços relacionados à saúde reprodutiva são considerados parte dos serviços essenciais durante o surto de COVID-19.”

O braço das Nações Unidas (ONU) disse ainda que “as escolhas e os direitos das mulheres aos cuidados de saúde sexual e reprodutiva devem ser respeitados, independentemente de ela ter ou não uma suspeita ou confirmação de infecção por COVID-19.”

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A declaração da OMS vem quando, nos Estados Unidos, levanta-se a controvérsia sobre se aborto pode ser considerado essencial ou não durante a pandemia, que sobrecarrega os corredores dos hospitais e revela a escassez de recursos para tratar todos.

Texas, Ohio, Oklahoma, Indiana, Iowa e Mississippi declararam que aborto não é essencial e proibiram esses procedimentos para não sobrecarregar os hospitais enquanto a pandemia de COVID-19 durar.

Aliando-se à posição da OMS, Massachusetts, Michigan, Minnesota, Indiana, Nova Jersey, Illinois, Oregon, Havaí e Virgínia consideraram o procedimento abortivo essencial e operante em tempo de coronavírus.

“Os cuidados de saúde sexual e reprodutiva são parte integrante da cobertura universal de saúde e da conquista do direito à saúde… Isso inclui contracepção, cuidados de saúde de qualidade durante e após a gravidez e o parto e aborto seguro em toda a extensão da lei…”, acrescentou a OMS no comunicado. E garantiu tecnologia e orientação aos países membros da organização, “sobre o uso de contraceptivos para evitar gravidez indesejada, aborto seguro e tratamento de complicações decorrentes de aborto inseguro.”

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Penny Young Nance, presidente da Women for America, disse à Fox News que “a crise do COVID-19 foi uma experiência tristemente reveladora que fará com que os americanos repensem nosso apoio a práticas e instituições específicas, incluindo a OMS. Os dólares dos contribuintes americanos só devem apoiar instituições com nossos melhores interesses, incluindo os mais inocentes e vulneráveis entre nós. Haverá um acerto de contas depois que isso acabar.”

A vice-presidente da organização SBA List, Mallory Quigley, criticou a postura da OMS, afirmando que aborto está longe de ser essencial: “tirar uma vida inocente e ferir as mulheres através do aborto nunca é essencial.”

“A gravidez não é uma doença curada pelo aborto, e usar o dinheiro dos impostos americanos para sustentar uma organização comprometida com o aborto é um uso indevido de recursos escassos. O governo Trump deve restringir fundos às organizações que financiam e apoiam o aborto para investir melhor em soluções reais para os problemas do mundo”, disse Kristan Hawkins, presidente do Students for Life of America.

 

 

 

 

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