Com empresas nacionais a pleno vapor, Mandetta anuncia R$ 1,2 bi à China em respiradores

Anúncio causou indignação em internautas diante do emprenho de empresas nacionais na fabricação de respiradores

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Marcelo Camargo / Agência EBC
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O Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou, nesta quinta-feira (2), um contrato de R$ 1,2 bilhões com a ditadura comunista da China para compra de 8 mil respiradores. A indústria brasileira vem correndo contra o tempo para suprir a demanda por um preço acessível.

O anúncio foi noticiado pela Folha de S.Paulo e causou indignação em internautas diante do incrível empenho de empresas brasileiras que correm contra o tempo para produção emergencial dos respiradores em tempo hábil e preço acessível.

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O Brasil conta hoje com 65.411 respiradores, dos quais 46.663 estão disponíveis no SUS e 18.748 na rede privada, segundo dados do Ministério da Saúde. Entretanto, apenas 61.219 estão aptos para uso.

Segundo matéria do site Época Negócios, a produção brasileira dos respiradores está mobilizada e fazendo imensos esforços para suprir a imensa demanda.

“De 15 dias para cá, o telefone não para de tocar. A demanda está sendo geral, agente públicos, privados, secretários de Saúde, governadores. Há uma mobilização por estes aparelhos”, disse o diretor comercial da VentLogos, Eduardo Val, à revista Época. A empresa afirma ser a única fabricante do país a produzir ventiladores que não precisam de componentes importados.

“A demanda antes da crise no final do ano passado era de 150 a 200 equipamentos (por mês). Agora a nossa capacidade de produção está toda ocupada em 300 unidades”, disse Val, afirmando que o setor está vendo necessidade de produzir cerca de 20 mil respiradores ao longo deste ano.

De acordo com a reportagem, o Brasil dispõe de quatro fabricantes nacionais do equipamento, que pode ter preços variando de 20 mil a 200 mil reais, dependendo da complexidade e procedência. Além da VentLogos, os outros fabricantes no país são Magnamed e KTK, de São Paulo, e Leistung, de Santa Catarina. As duas primeiras não se manifestaram, e a Leistung afirmou, em resposta à agência Reuters, não poder comentar porque “precisamos trabalhar para ajudar a salvar vidas… nosso tempo neste momento é escasso”.

Mesmo com todo o empenho dos brasileiros, o Ministro da Saúde decidiu fazer um contrato de R$ 1,2 bilhão para 8 mil respiradores, cuja logística de entrega ainda enfrenta incertezas. Mandetta ressaltou que se precisar ir até Wuhan, epicentro da pandemia, poderá dispor de logística para ir buscar.

Para muitos brasileiros preocupados com a perigosa dependência chinesa, investir R$ 1,2 bilhões para o país que gerou toda a crise global parece uma decisão estranha e suspeita.

Como item necessário ao tratamento do Covid 19, os produtos hospitalares vêm sendo objeto de uma verdadeira guerra comercial no Ocidente, fazendo ir por terra a utopia da cooperação global.

Acidente ou ataque biológico

Um estudo publicado no EN, nesta semana, traz uma análise da literatura chinesa que aponta para a probabilidade de a pandemia ter se originado de um ataque biológico do país comunista contra o Ocidente não é pequena, dadas as consequências econômicas e as evidentes vantagens para a China. Mesmo assim, o governo mantém-se confiante na narrativa de que a China está “salvando” o mundo da pandemia.

 

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