OMS acoberta a China

Foto: WHO Western Pacific.
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Imitar o sucesso da experiência chinesa. Trata-se da recomendação da nossa mídia mainstream para o Brasil se espelhar na lida da crise do coronavírus, como noticiado exemplificativamente pelo jornal El País, pela revista Veja, e insistentemente pelo jornal O Globo. Ora, beira o escárnio tomar como exemplo ditoso o modelo do país onde emergiu o vírus, onde foi negligenciado por meses, onde os dados foram – e continuam a ser – escamoteados pelas autoridades governantes obnubilando assim a transparência científica e política, e censurando profissionais que alertaram para a doença, além das controversas origens da doença pairando sobre o famigerado mercado de Wuhan, vizinho de um laboratório de pesquisa biológica. Com efeito, a imprensa brasileira, no seu habitual comportamento simiesco, está dando eco à Organização Mundial da Saúde (OMS), que propagandeia o país asiático como timoneiro a ser imitado nas medidas de controle da epidemia. 

A OMS está longe de ser infalível, ao contrário – ainda que seja anátema questioná-la minimamente. Nesse sentido, conforme auspiciosamente publicado pelo site Breitbart News, o senador americano Rick Scott (R-FL) denunciou o organismo internacional por ter colaborado com o acobertamento da doença pela China no começo da propagação, ressaltando que a organização internacional aceitou bovinamente as informações distorcidas lançadas pelo governo e a maquiagem de dados, bem como ajudou a divulgar em determinado momento a falácia de que o vírus não se transmitiria entre humanos. O descaramento da OMS é tamanho que os seus oficiais não só elogiaram inacreditavelmente a “transparência” do governo chinês, como um deles, o Sr. Bruce Aylward, chegou a sugerir que, se tivesse contraído a COVID-19, tratar-se-ia na China, o que levou o senador americano a acusar a OMS de ter-se portado como fantoche do Partido Comunista Chinês. 

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Agora, essa mesma OMS continua a incensar a estratégia chinesa de enfrentamento do vírus, vendendo-a como solução aos demais países, o que conta com o dócil apoio da mídia brasileira. Essa aberrante corroboração jornalística em erigir a China como baluarte é uma mostra do entreguismo crescente, explicado pelos vultosos aportes financeiros que vêm sendo feitos no setor de telecomunicações brasileiro, notadamente os investimentos e as parcerias com duas influentes redes de televisão através do China Media Group, empresa vinculada ao Partido Comunista Chinês, visando, desse modo, azeitar a entrada da Huawei no país, empresa sobre a qual pesam sólidas suspeitas de vigilância clandestina e espionagem.

 

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