País pode ter 20 mil homicídios a mais pelo desemprego gerado por quarentena radical

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Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) publicado em 2019 aponta que um aumento de 1% no desemprego está relacionado a um aumento de 1,8 a 1,9% no número de homicídios no Brasil.

Com a conduta de quarentena horizontal adotada até o momento no Brasil, analistas projetam que o desemprego pode subir dos atuais 11,8% para possíveis 30% ou 35%. Nesse cenário, ao invés dos 42 mil homicídios registrados em 2019, ano que teve o menor índice dos últimos períodos, no próximo ano poderíamos ter um cenário de 56 mil homicídios. Um acréscimo no número de mortes violentas na ordem de 14 mil óbitos, número próximo ao total de vítimas de coronavírus no mundo hoje. Um cenário mais pessimista, com desemprego chegando a 40 milhões (aprox. 35%), o número de homicídios poderia chegar a 60 mil em 2021, o que significa 20 mil homicídios a mais do que 2019.

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Mas nesse cenário não está sendo calculado o efeito de prováveis cortes de recursos na Segurança Pública devido a crise nas contas do governo, algo esperado no cenário crescimento econômico negativo. Outros fatores podem contribuir para aumentos maiores na violência são o pânico e falta de esperança do brasileiro. A morbidade devido a violência como assaltos e tentativas de homicídios que não terminam em óbito, mas deixam sequelas, não foi medida no estudo do IPEA.