Cientista que previu 500 mil mortes corrige e diminui estimativas de mortes de vírus chinês

Modelo foi revisto e agora prevê 20 mil mortes no Reino Unido e sistema de saúde não sofrerá colapso

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Neil Ferguson, epidemiologista responsável pela estimativa mais usada em tomadas de decisão políticas pelo mundo sobre o Coronavirus corrigiu os cálculos de suas previsões e diminuiu drasticamente a estimativa de mortes, conforme noticiou o Daily Wire. Nesta semana, Ferguson também testou positivo para o vírus chinês.

Seu modelo foi base para a previsão de mais de 2 milhões de mortos nos EUA e 500 mil no Reino Unido. Suas previsões alarmaram entidades internacionais, que decretaram alerta global. Diante de novos dados, porém, revisou a estimativa.

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Foi com base no modelo de Ferguson que chegou-se, no Brasil, à assustadora previsão de 1 milhão de mortos até agosto. Resta saber se as estimativas políticas e efeitos econômicos serão igualmente revistos a tempo de evitar o caos econômico.

Apenas um dia de quarentena no Reino Unido foi suficiente para que Ferguson refizesse os cálculos, reduzindo sua previsão de 500 mil mortes no Reino Unido, para 20 mil mortes.

Alex Berenson, escritor e repórter do New York Times, foi quem divulgou a bomba pelo Twitter.

“Esta é uma mudança notável de Neil Ferguson, que liderou pesquisadores do [Imperial College] que alertaram sobre 500.000 mortes no Reino Unido  e que agora ele próprio deu positivo para #COVID”, começou Berenson.

“Ele agora diz que o Reino Unido deve ter leitos suficientes de UTI e que o coronavírus provavelmente matará menos de 20.000 pessoas no Reino Unido  mais da metade delas teria morrido até o final do ano de qualquer outra causa [porque] tratou-se de pacientes muito idosos e com comorbidades”, escreveu ele.

A admissão do erro de Ferguson muda completamente as estimativas, reduzindo o papel central que se tem dado ao vírus chinês como causa das mortes em diversos países, incluindo a Itália.

O Dr. John Ioannidis, da Universidade de Standford, já vinha apontando irregularidades nos números, conforme publicamos.

A mudança de tom de Ferguson ocorre dias depois que o epidemiologista de Oxford, Sunetra Gupta, criticou o modelo do professor, de acordo com publicação no Financial Times. De acordo com Gupta, é possível que o coronavírus esteja presente no Reino Unido pelo menos um mês antes do que se tem notícia, o que contribui para aumentar os casos e, consequentemente, diminuir sua letalidade.

Se a estimativa de Oxford estiver correta, isso significa que menos de um em cada mil infectados pelo vírus chinês ficará doente o suficiente para precisar ser hospitalizado, deixando a grande maioria com casos leves ou sem sintomas.

 

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