Bolsonaro segue especialistas e sucesso da estratégia japonesa

Epidemiologista alerta para o sensacionalismo de jornais e cientistas

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O pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, nesta terça-feira (24), surpreendeu grande parte da imprensa que vinha alarmando o Brasil com uma cobertura que, segundo analistas e epidemiologistas, vem exagerando número, supondo certezas inexistentes e fazendo projeções catastróficas sem qualquer base científica. O alarmismo midiático vem sendo confrontado com o sucesso da estratégia japonesa.

Inspirado pelo exemplo do Japão, que vem controlando o vírus sem parar o comércio, mantendo um número de infectados e mortos muito semelhante aos do Brasil, Bolsonaro recomendou a volta à normalidade e que seja reaberto o comércio. A decisão vai na mesma linha da decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de retomar a abertura do comércio e o trabalho imediatamente. “A cura não pode ser pior que o problema”, alertou Trump.

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Agora a decisão de não quebrar milhares de empresas e autônomos pelo país caberá a governadores e prefeitos que vêm exagerando na dose de precauções, motivados pela cobertura jornalística que exagera mantém as sirenes do pânico ligadas. A cobertura midiática se vale do exemplo terrível da Itália, que tem uma população idosa muito grande e cujas mortes estão concentradas na região da Lombardia. No dia 23 de março a Itália teve segundo dia de redução diária no número de mortes, demonstrando retração da taxa.

Crítica científica

A interpretação da mídia, assim como a de epidemiologistas diante do novo vírus, vem sendo objeto de crítica também de especialistas que vêm observando a diferença entre o potencial letal e perigoso do vírus e o comportamento da imprensa e seus especialistas.

Em artigo no New York Times (leia a tradução), Thomas L. Friedman chamou a atenção para os riscos econômicos da política de quarentena total, algo que já vem sendo percebido por inúmeros países, mas mantida graças à pressão psicológica das notícias. Friedman cita um importante artigo científico que critica duramente a interpretação de cientistas e de jornais sobre o vírus.

Trata-se do aritgo de John P. A. Ioannidis, epidemiologista e co-diretor do Stanford’s Meta-Research Inovvation Center, que lembra de nossa incerteza sobre a taxa de mortalidade do coronavírus. Essa taxa pode ser de 1% ou menor, supõe Ioannidis.

“Se este dado é verdadeiro”, diz o epidemiologista, “colocar o mundo em quarentena, causando tremendas consequências sociais e financeiras, pode ser completamente irracional. É como um elefante que, atacado por um gato, frustra-se, e tentando fugir do bichano, aproxima-se e despenca de um penhasco. Morre acidentalmente.”

Ioannidis chama a atenção para o risco do pensamento de grupo, onde cientistas vão sendo levados pela comunidade científica, autoridades internacionais e cobertura midiática. Em 2016, quando falava-se em causalidade entre o vírus Zika e os casos de microcefalia em bebês, a incerteza diante da subnotificação fez um epidemiologista confessar que o aumento de diagnósticos da má formação poderia estar ocorrendo devido à “maior atenção ao tema”, ou seja, às notícias.

O artigo de Friedman e o alerta científico de Ioannidis são exemplos de manifestações que convenceram também o presidente dos EUA, Donald Trump, que recomendou a volta ao trabalho e o isolamento dos idosos e mais frágeis.

 

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Cristian, talvez fosse necessário postar também o link dos artigos que você cita para a gente ler.