Ao contrário de Lula, Bolsonaro não compra deputados e Congresso articula golpe

Ninguém falou em ameaça à democracia no tempo do Mensalão

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A grande chantagem dos jornais, após o corte do financiamento publicitário, é ecoar as ameaças dos demais setores que tradicionalmente beneficiavam a esquerda. Sem verba pública, o carnaval, o Congresso e os jornais se voltam com força total contra o presidente-prejuízo. O medo que sentiam durante as eleições não é nada perto deste horrível pesadelo que estão vivendo.

Mas no tempo do PT não era assim. Deputados aprovavam o que Lula queria sem que o presidente precisasse pedir manifestações dos seus próprios eleitores, o que naturalmente soaria humilhante ao petista. O respeito às instituições democráticas praticado pelo PT recebeu o nome de Mensalão, um dos maiores escândalos políticos de nossa história recente. Ao que parece, porém, imprensa e Congresso estão viciados nesta forma de fazer política.

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O Mensalão foi tratado à época como um escândalo de corrupção meramente. Os jornais noticiavam o montante pago, salientando a origem do dinheiro, o aumento de posses dos deputados etc. A ênfase do jornalismo dificilmente obedeceu o real senso das proporções: Lula e o PT estavam comprando as consciências dos representantes do povo. Um crime muito maior do que usar o dinheiro público ou enriquecer-se ilicitamente.

Não se viu toda a comoção pelas “instituições democráticas” naquela época. Mas o grito entalado veio em 2013, 2015, 2016… Em 2018, Bolsonaro foi eleito encarnando toda essa indignação. E de fato vem correspondendo às expectativas. Mas faltou o dinheiro do deputado. A prova disso é que o Congresso pretende meter a mão através de medida orçamentária, retirando da competência presidencial um montante que será distribuído entre os deputados.

Na falta de um Mensalão, o Congresso assalta o Executivo. Tudo em nome das instituições. Mas um novo grito virá no dia 15 de março.

Afinal, se Bolsonaro incentivou a manifestação, só os reais golpistas vêem nisso algo antidemocrático: eleito para cumprir suas promessas e sentindo-se cobrado por isso, nada mais normal que o presidente pedir ao povo para que peça a quem pode ajudar, já que a sua parte está sendo feita.

Mas, ao contrário do que parece, os jornalistas como Vera Magalhães sabem muito bem que isso não é antidemocrático. É que eles obedecem aquela máxima: derrubar Bolsonaro a qualquer preço, “fingindo fazer jornalismo” se preciso for.

 

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