O que está por trás do combate contra Weintraub e Nadalim

No centro de tudo isso está o Plano Nacional de Alfabetização (PNA), verdadeiro marco na história da alfabetização no Brasil a ser implantado em 2020, que se tornou alvo de cobiça e boicote por parte de certos grupos.

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Portal Mec
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Nem o MEC nem a Secretaria Nacional de Alfabetização, comandada por Carlos Nadalim, possuem o poder de definição dos livros didáticos da maneira como a esquerda tenta fazer crer. No entanto, este engodo serve justamente para induzir parte da direita a desviar o foco da verdadeira guerra que ocorre entre grupos que cobiçam o mérito de solucionar o problema da alfabetização no Brasil. É neste cenário que a recente matéria do The Intercept foi escrita.

No centro de tudo isso está o Plano Nacional de Alfabetização (PNA), verdadeiro marco na história da alfabetização no Brasil a ser implantado em 2020, que se tornou alvo de cobiça e boicote por parte de certos grupos.

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A grande fake news do Intercept e de outros sites é a ocultação do fato de que grande parte do conteúdo recomendado pelo MEC e Política Nacional de Alfabetização, é de adesão voluntária e não definida de cima para baixo, como quer a esquerda que acreditemos.

Este é o importante alerta do secretário Carlos Nadalim, à frente da Secretaria Nacional de Alfabetização desde o início do governo. “Qualquer secretário de educação municipal tem mais poder que eu ou que o ministro da Educação”, lembra. De fato, a centralização da educação está longe de ser o maior problema que enfrenta, cuja preocupação centra-se na Base Nacional Curricular. O seu loteamento por grupos privados pode ser um problema bem maior e vem se tornando uma causa abraçada pela esquerda para retirar do governo Bolsonaro o mérito da aplicação de modelos eficientes de alfabetização, o que fatalmente colocaria o Brasil entre os melhores do mundo.

O MEC recebeu, em 2019, o ex-ministro da educação de Portugal, Nuno Crato, além de outros especialistas em alfabetização. A informação não foi noticiada por nenhum órgão de imprensa, apenas pelo Intercept e em tom de denúncia. Mas por que? Na gestão de Crato, Portugal ultrapassou a Finlândia nos testes internacionais. Imaginem uma propaganda dessas para o governo Bolsonaro! Mas é exatamente o que Carlos Nadalim está fazendo, mesmo debaixo de fogo cerrado da esquerda e até da direita.

Muitos da própria direita resistem em acreditar nesta versão por não compreenderem com profundidade a natureza da guerra que se passa no setor educacional no Brasil. Não se trata de uma “guerra dos métodos” ou temas de conteúdo inadequado que de fato estão em jogo. A questão é nas mãos de quem estará a educação, já que o próprio método fônico, defendido por Nadalim, já está sendo abraçado pelos grupos que desejam manter seu poder. Há uma estratégia de tomada de espaços e sabotagem do governo Bolsonaro muito acima do que guerras de conteúdo, ideologia de gênero e outros temas, que mesmo sendo de importante combate, estão submetidos à estratégia maior de ocupação de espaços.

Submissão dos métodos a testes internacionais

A principal iniciativa da Secretaria tem sido, portanto, a aplicação de modelos baseados em evidência científica de efetividade. E o primeiro passo foi, em 2019, a adesão do Brasil a exames internacionais de leitura.

Um deles é o estudo internacional PIRLS (Progress in International Reading Literacy Study). O exame é realizado por amostragem em larga escala em escolas públicas e privadas.

De acordo com Carlos Nadalim, o PIRLS é o principal exame do mundo focado especificamente em leitura, uma das prioridades do governo federal. “A adesão do Brasil ao PIRLS fortalece o desenvolvimento de políticas baseadas em evidências para melhorar a educação”, afirmou.

Nadalim também ressaltou que os resultados permitirão uma comparação com outros 50 países que aplicam o exame, como Inglaterra, França, Estados Unidos, Suécia e Portugal, entre outros: “Os estudos comparativos de sistemas educacionais em todo o mundo permitem uma melhor compreensão das políticas e práticas que promovem o progresso educacional e desempenham um papel crítico para ajudar as nações a construir seu próprio conhecimento e capacidade de pesquisa”.

Com esses resultados, os métodos em uso até o momento serão finalmente submetidos à análise científica e criteriosa, fornecendo ao governo um relatório aprofundado sobre os problemas da alfabetização e leitura nos alunos brasileiros.

Conabe

Na 1ª Conferência Nacional de Alfabetização Baseada em Evidências (Conabe), ocorrida em Brasília, ainda em 2019, reuniu nada menos que 50 especialistas em alfabetização para discutirem a implementação do Plano Nacional de Alfabetização. O ex-ministro da Educação de Portugal, Nuno Crato, foi um dos palestrantes. Ele apresentou aos participantes as experiências que obteve com uma política de alfabetização semelhante no país. Entre os resultados:

  • introduziu o Inglês como disciplina obrigatória ao longo de sete anos escolares consecutivos;
  • estabeleceu maior exigência curricular e o aumento da avaliação de alunos;
  • registrou queda de 25% para 13,7% no abandono escolar;
  • pela primeira vez, ultrapassou a média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nas três áreas do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA).

De acordo com o site do programa, Reino Unido, Estados Unidos e França são alguns dos países que fundamentaram as políticas de alfabetização por meio de evidências científicas, ou seja, utilizaram métodos embasados em pesquisas para garantir um melhor ensino-aprendizagem. O objetivo do governo Bolsonaro, através do ministro Weintraub e de Nadalim, é trazer isso finalmente ao Brasil através da instituição do Conabe e marcar a história dos estudos educacionais no país.

É por tudo isso que a esquerda, em acordo com a imprensa, deseja a destituição deste MEC e de Carlos Nadalim. Ecoando o interesse de grandes grupos interessados no investimento em educação, eles desejam receber os louros dessas importantes transformações. “A alfabetização vem sendo um problema para todo mundo”, diz Nadalim, lembrando que independe de ideologias o interesse em eficiência na alfabetização. O que muda e importa é a quem caberá fazer e, depois disso, sim, para quê será instrumentalizado. Ao contrário de setores da direita, a esquerda percebeu o potencial do que Nadalim está fazendo e deseja reverter os seus sucessos em fracassos do governo Bolsonaro, trazendo os méritos para os próprios grupos, entre eles investidores e financiadores de programas educacionais, mídia e até de políticos no Congresso Nacional.

Leman

O maior interessado na derrubada do MEC atual e reversão de qualquer mérito do governo Bolsonaro é, obviamente, o milionário Jorge Paulo Leman, dono da Ambev, que deseja fazer com a educação o que tem sido feito com as cervejas do país. Leman é o patrão financeiro de políticos do Novo, PSOL e PDT, que representam seus interesses no Congresso.

Recentemente, a deputada Tábata Amaral (PDT), financiada por Leman, saiu em um livro didático como exemplo de política brasileira, enquanto o próprio Leman declarava à imprensa sua admiração pela jovem política, dizendo acreditar na possibilidade de que Tábata chegasse à presidência um dia.