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O Maestro Dante Mantovani, presidente da Funarte, fez em dois meses o que as gestões anteriores não fizeram em 10 anos.

No dia 02 de dezembro de 2019, Dante Henrique Mantovani (Maestro Dante Mantovani como é conhecido) foi nomeado presidente da Funarte (Fundação Nacional de Artes) pelo presidente Jair Messias Bolsonaro. Desde sua nomeação, Dante Mantovani vem sendo duramente atacado pela mídia. São tantos ataques que não há espaço para tratar do que realmente importa: Quem é Dante Mantovani e o que ele está fazendo na Funarte? 

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Dante Henrique Mantovani:

Dante Mantovani é Maestro, Graduado em Música, Especialista em Filosofia Política e Jurídica, Mestre em Linguística (com a tese “Análise dos Processos de Construção Textual dos Ensaios de Michel de Montaigne, em 2008) pela Universidade Estadual de Londrina, e defendeu seu doutorado em Estudos da Linguagem pela mesma Universidade em 2013, com tese intitulada O Ensaio como Procedimento para Construção de Sentidos Textuais: Um Estudo Aproximativo entre o Discurso Verbal e o Discurso Musical, indicada ao prêmio de melhor tese acadêmica de 2013, de acordo com o site oficial do Maestro. Lecionou Linguística Textual, História da Música e História da Língua Portuguesa na Universidade Estadual de Londrina (UEL), Metodologia de Ensino da Música, na Universidade Norte do Paraná (UNOPAR) e História da Arte, nas Faculdades Dom Bosco. Foi professor de violão no SESC Londrina, professor de canto e técnica vocal na Prefeitura Municipal de Paraguaçu Paulista-SP e professor de Arte na Rede Estadual de Ensino do Paraná. Segundo informações, Mantovani fundou e dirigiu o Coro Lírico da Associação Paraguaçuense Pró-Música (2009), a Orquestra Filarmônica de Cordas de Londrina (2011), o Coro Sacro da Paróquia Nossa Senhora da Paz, na Diocese de Assis-SP (2014), e a Orquestra de Câmara de Paraguaçu Paulista (2016). Tem dado ênfase à criação de grupos corais religiosos na Igreja Católica, priorizando o resgate das Tradições Litúrgicas e do Canto Gregoriano, no que se destaca sua atuação como diretor do Coro e Orquestra Sacros da Paróquia São Domingos Pregador, na Diocese de Osasco-SP, e também como diretor musical do Coro Sacro da Paróquia Santo Antônio de Pádua, em Ribeirão Preto-SP.

O que ele está fazendo na Funarte?

Mantovani, em dois meses de atuação fez o que nenhum gestor fez em dez anos na Funarte. Entre incontáveis ações, estão:

Com o objetivo de economizar o dinheiro do contribuinte e viabilizar o acesso a arte a população de baixa renda, o maestro realizou a ação nomeada de Ação 20ZH – Preservação de Bens e Acervos Culturais, onde realizou o Termo de Execução Descentralizada para o Projeto “Desenvolvimento de Metodologias para Organização, Recuperação e Preservação do CEDOC” em parceria com a Universidade Federal Fluminense – UFF, com início em 2020, no valor de R$ 549.963,40 que objetiva o desenvolvimento de metodologias para organizar, disponibilizar e preservar acervos do CEDOC/FUNARTE, bem como oportunizar o acesso destes acervos a seus potenciais usuários, promovendo a preservação a longo prazo das coleções deste Centro e o aprimoramento do controle, juntamente, com a implementação da gestão documental por parte dos servidores do CEDOC, com início previsto para janeiro de 2020.

Ainda em dezembro, o presidente da Funarte, resgatou a quantia de R$2.685.872,38 para a União. O valor tem origem num acordo extrajudicial, celebrado com uma empresa prestadora de serviços de brigada de incêndio.

“É uma vitória de gestão para a Funarte, no sentido de recuperar uma volumosa quantia para os cofres públicos”, comemora o presidente da instituição.

O reembolso é fruto de apurações internas, realizadas pela administração da Instituição, e pela Procuradoria Federal junto a Funarte, diante da constatação de inconsistências na execução do contrato.

O presidente foi catedrático ao afirmar que a Funarte está aberta para a comunidade artística, “Já coloquei a Funarte à disposição de artistas e produtores, para que eles apresentem os seus projetos. Estamos totalmente abertos ao diálogo. Aliás, ele já está ocorrendo com muita naturalidade e positividade”, conclui o presidente.

No dia 16.jan.2020, o maestro defendeu a Lei Rouanet e ressaltou a importância de os empresários superarem o preconceito de incentivarem projetos culturais.

“Precisamos tirar esse preconceito da Lei Rouanet. Muitos empresários acham que vão passar por uma auditoria quando apoiam com a Lei Rouanet. Muito pelo contrário, a empresa que apoia cultura é até vista com bons olhos pelo governo. A Lei Rouanet é boa. Está sendo aprimorada”, declarou o maestro. O maestro também frisou que o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro valoriza a arte: “está valorizando a arte como nunca antes na história do País”, finalizou.

Em 17.jan.2020, Mantovani anunciou o orçamento de R$ 38 milhões que serão destinados a projetos em 2020. A Funarte fomenta áreas da cultura como artes visuais, o circo, a dança, a música e o teatro.

O número representa um aumento de 137% em relação ao orçamento do ano passado para as atividades finalísticas, de R$ 16 milhões. O aumento segue tendência de recuperação do investimento nessas atividades, que teve início em 2018.

Nos anos anteriores, a Funarte teve o orçamento reduzido. Em 2015, foram investidos R$ 23,6 milhões. Em 2016, o valor caiu para R$ 12 milhões, atingindo R$ 7,3 milhões no ano seguinte.

De acordo com matéria veicula no Estadão, Dante Mantovani promoverá a implementação do Sistema Nacional de Orquestras Sociais que proporcionará, em todas as regiões do Brasil, um projeto-escola de formação musical, um verdadeiro programa de resgate cultural, educacional e social que retira jovens de situação de risco como violência, drogas, ociosidade, analfabetismo, desemprego, prostituição e criminalidade. É a arte atuando como eixo estratégico de desenvolvimento, de transformação social, permitindo que o maior número de pessoas possível, cada cidadão brasileiro, possa ser beneficiado. Esse projeto será o condutor de todos os demais. Tendo a música como elo de ligação entre todas as áreas da arte, promoverá a transversalidade das ações artísticas, realizadas pela Funarte ou em parceria com a instituição. Um programa que, bem-sucedido, certamente transformará a Funarte em uma vitrine da cultura do país e, como efeito dominó, criará uma atividade econômica. “O enorme potencial que têm as artes para impulso à economia do país está associado ao valor social desse crescimento, no estímulo ao empreendedorismo nas artes”.

As Metas:

Meta 1 – Implantação do programa de Gestão com foco em resultados:

  • Reestruturação Interna e criação do sistema de gestão integrada de orçamento, administração e gestão de projetos.
  • Reorganização do Estatuto, Regimento Interno e organograma, com novo decreto presidencial, reordenando cargos, salários e funções da instituição e de seu corpo funcional – de forma a criar uma gestão moderna, eficiente e alinhada com os novos objetivos das políticas públicas para as artes no Brasil
  • Cortes e/ou revisão de contratos; e criação de preço público, PPPs, PMIs e desonerações, de forma a incrementar o orçamento
  • Em relação ao orçamento, a Funarte está fazendo estudos objetivando meta de redução de 50% de gastos com o custeio.

Meta 2 – Criação do Sistema Nacional de Orquestras Sociais

  • De atuação transversal, este projeto será iniciado a partir de uma demanda pluriministerial. A ação representará um forte braço da política nacional de erradicação da violência, da pobreza e do analfabetismo. Trata-se de um amplo sistema de implantação de orquestras-escola em todas as regiões do País. Outro elemento do projeto, com igual importância, é a promoção de atividades artístico-educativas de valorização das comunidades em situação de vulnerabilidade social, com foco na música instrumental. Para isso, serão incentivados projetos de formação de orquestras-escola.

Esse projeto será o condutor de todos os demais. Tendo a música como elo entre todas as áreas da arte, promoverá a transversalidade das ações artísticas, realizadas pela Funarte ou em parceria com a instituição.

Meta 3 – Centro de Formação em Belas Artes

Dante Mantovani, ciente da importância do ensino das artes em sua forma ampla, desenvolveu o projeto: “Centro de Formação em Belas Artes” de âmbito nacional, dedicada à capacitação de todos os artistas. Acrescentando a essa iniciativa e à Escola Nacional de Circo – instituição reconhecida pelo MEC e de excelência, fundada nos anos 80 – o projeto “Centro de Formação em Belas Artes” marcará o início da criação de novos estabelecimentos de formação artística.

Meta 4 – Implementação do Programa Rede Federal de Teatros

  • Por meio da integração dos espaços cênicos da Funarte, resgatando sua memória, pretende-se criar um programa de formação de atores, dramaturgos, diretores e demais profissionais. Na perspectiva de ampliar e diversificar a produção das artes cênicas, especialmente do teatro, a Funarte irá conceber e executar oficinas de formação, com base nos autores clássicos. O objetivo é ampliar a formação de plateia e realizar uma aproximação com novos públicos.

Meta 5 – Programa arte e patrimônio cultural

Objetivo: promoção da arte, da economia criativa e do turismo

O Projeto consiste na realização, nos coretos de várias cidades brasileiras, apresentações de música, artes cênicas, artes visuais e de práticas para formação de jovens – especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade social.

Foco: fortalecer a cadeia produtiva da arte (produção, trabalho e consumo/fruição):

Metas específicas

  • Capacitar os artistas locais, por meio de cursos e oficinas;
  • Realizar “feiras transversais de arte”
  • Criar e realizar o projeto Terças Clássicas, nas praças, outros logradouros públicos e igrejas, em um diálogo entre música, patrimônio histórico e arquitetura, promovendo a integração deste projeto com o Sistema Nacional de Orquestras Sociais

Meta 6 – Programa de Valorização do Artista

Consiste na criação de mecanismos de marketing, com campanhas publicitárias e de relações públicas, de forma a conscientizar a população da importância da arte e dos artistas, tanto para a economia da cultura quanto para transformação das pessoas, das cidades, do campo – do País como um todo.

Metas específicas:

  • Criação da Rádio Funarte e do Programa WebFunarte, para a difusão de projetos e dos acervos da Funarte para todos os segmentos da sociedade
  • Criação do Sistema Nacional de Incentivo a promoção da Arte e aos Artistas.

Ele funcionará a partir dos seguintes instrumentos:a) Editais públicos – com especial atenção à descentralização da arte das capitais para os demais municípios

b) Fórum de Empresários Mecenas das Artes

Consideramos o mercado interno de artes existente hoje no Brasil muito fraco em relação ao imenso potencial da área. Para seu reforço, primeiro é necessário haver um equilíbrio maior entre o incentivo estatal e o da iniciativa privada. Para isso, é preciso que ocorra uma complementação entre ambos – existente na maioria dos países desenvolvidos. É nesse sentido que a Funarte vai criar esse fórum, uma rede, um canal direto que aproxime artistas e empresários.

Objetivos: O foco é estimular a economia criativa. A Funarte pretende que as empresas invistam na arte não por causa do incentivo estatal, mas para que elas enxerguem a real importância dessa atividade – pois melhora-se o ambiente de negócios, a economia e, com mais cultura, instrução e arte, a sociedade prospera de forma vertiginosa. Esperamos assim, estimular a geração de um mercado de fato, forte e autossustentável, para a arte – a exemplo de outros países – onde percebe-se existir plena consciência da importância dessa atividade, onde esta é apoiada e tem valor central na vida das pessoas.

Meta 7 – Digitalização e disponibilização do acervo da Funarte

O projeto para Centro de Documentação e Informação (Cedoc) – Funarte, reúne cerca de dois milhões de itens relacionados às artes, prevê:

  • Um novo sistema para pesquisa e desenvolvimento de ferramentas de gestão de conteúdo digital do Cedoc – Parceria com o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) – Ministério da Ciência, Tecnologia Inovações e Comunicações
  • Nova política de gestão de acervo audiovisual do Cedoc, adotando-se as atuais práticas de identificação, conservação e disponibilização de acervo, para a modernização do Cedoc e nivelá-lo aos principais centros existentes.
  • O cumprimento dessa meta gerará conteúdo que abastecerá o Sistema Nacional de Orquestras Sociais, para edição de partituras e material didático, destinados à compreensão da história da arte brasileira

Meta 8 – Um novo olhar: programa de inclusão de pessoas com deficiência

Com o projeto Um Novo Olhar pretende-se criar, através das artes visuais, um programa de inclusão e de ampliação do acesso às artes para adolescentes portadores de necessidades educacionais especiais. Com o projeto, esse público terá a chance de conhecer as artes visuais e, por meio delas, expressar-se. Essa formação se dará por meio de oficinas técnicas e de criação, que contarão com a participação de profissionais reconhecidos em suas áreas de atuação.

Meta 9 – Criação do Sistema de Indicadores da Arte e Economia Criativa

A ação terá início com numa pesquisa pioneira no Brasil, com o objetivo de conhecer o mercado das artes, suas potencialidades econômicas e seu potencial de transformação da realidade – inclusive por meio da valorização da cultura regional. Os resultados desse estudo formarão as bases do Sistema, que norteará as políticas públicas para as artes na Funarte – Parceria com o Instituto de Pesquisa Cientifica (IPEA).

Meta 10 – Restauração, reforma e modernização dos espaços

  • Com foco na recuperação do atual estado de degradação dos espaços da Funarte, a meta prevê a requalificação desses equipamentos culturais, reavivamento a utilização, situando-os com mais força na cena cultural.

Para isso serão elaborados projetos arquitetônicos para os seguintes espaços:

  1. Rio de Janeiro, Capital, o Centro de Documentação, a Casa Funarte Paschoal Carlos Magno – Teatro Funarte Duse, o Teatro Dulcina, o Teatro Glauce Rocha e o Teatro Cacilda Becker; em Paty do Alferes (RJ),
  2. Aldeia de Arcozelo em Belo Horizonte, os galpões cênicos da Funarte MG.
  3. São Paulo/SP, a representação regional, (composta por galpões, teatro e sala de exposições) e o Teatro de Arena Eugênio Kusnet;
  4. Distrito Federal, o Complexo Cultural Funarte Brasília (Teatro Plínio Marcos, Sala Cássia Eller, Galeria Fayga Ostrower, prédio administrativo e Espaço Marquise).
  • Será realizado estudo de expansão dos espaços da Fundação, inaugurando a presença direta da entidade nas regiões Sul, Nordeste e Norte do país, com a identificação de potenciais edifícios que possam receber equipamentos culturais – com especial atenção para o Sistema Nacional de Orquestras Sociais.

Meta 11 – Projeto de Valorização do Canto Orfeônico

Este Projeto, em parceria com o MEC e UFMG, tem como objetivo valorizar os corais existentes, por meio de incentivos e formação técnica de qualidade, bem como dar suporte a formação de novos corais, tendo como base o caso do canto orfeônico brasileiro, em  particular o projeto realizado por Villa Lobos.

Pressupostos metodológicos:

  • Organização da prática em escolas e corais (incluindo a formação de regentes e professores);
  • Formação e a apresentação de grandes formações orfeônicas;
  • Composição, arranjo e organização de canções que remetem à ideia de “brasilidade”.

Meta 12 – Projeto Bandas de Música (ação de apoio aos munícipios)

O Projeto Bandas de Música, que completa 44 anos em 2020, foi lançado pela Funarte por meio do seu antigo Instituto Nacional de Música, para aprofundar o conhecimento sobre o universo desses tradicionais conjuntos. A ação inclui catalogação e atendimento a várias necessidades das bandas de música, a saber:

  • Cadastramento Nacional
  • Aquisição e doação de instrumentos de sopro para bandas de música;
  • Aperfeiçoamento técnico e teórico de músicos e maestros de banda, mediante cursos de breve duração, os Painéis Funarte de Bandas de Música;
  • Edição e distribuição gratuita de partituras, manuais e guias.

Meta Específica 1 – Edital Prêmio Funarte de Apoio a Bandas de Música 2020

Após interrupção de sete anos, a Funarte retoma esse programa, em âmbito nacional. A edição 2020 permitirá a distribuição gratuita de instrumentos de sopro às bandas de música, visando a manutenção destas, assegurando a continuidade das suas apresentações e, consequentemente, provocando a elevação do seu nível técnico. Serão distribuídos 790 instrumentos de sopro, em benefício a cerca de 158 projetos.

Meta 13 – Rio Capital Mundial da Arquitetura 2020 

No dia 1º de janeiro de 2020, o Rio de Janeiro será a capital mundial da arquitetura. É a primeira vez que uma cidade receberá esse título.

A escolha se deve ao fato do Rio de Janeiro ser um mosaico de tendências arquitetônicas. A arquitetura da cidade – fundada no século XVI –, vai desde os Arcos da Lapa (construídos no período colonial), passando pelo Cristo Redentor (do início do século XX) e culmina com o Museu do Amanhã (inaugurado em 2015).

Serão realizados na cidade, com participação da Funarte, uma série de concertos musicais que promovem a interpretação e o entendimento da arquitetura e do nosso patrimônio histórico por meio da música e vice e versa. Os locais serão as igrejas, palácios, praças e edifícios, ícones da capital fluminense.

Meta 14 – Internacionalização da Arte 

Com foco na internacionalização, a Funarte está alinhando convênios com entidades espanholas, colombianas e gregas, visando o intercâmbio de artistas e projetos.

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