Mídia e Sociedade de Pediatria criaram espantalhos sobre “abstinência sexual”

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Foto: Nicole Beraldo / ASCOM MS.
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Desde que anunciada a intenção do governo em incentivar o atraso da vida sexual para adolescentes a proposta vem sendo alvo de conclusões precipitadas e críticas infundadas. A principal estratégia da esquerda é criar um espantalho ao afirmar que o governo criaria abordagem baseada apenas em abstinência sexual, sem qualquer outra alternativa aos jovens. Isso jamais foi afirmado pelo governo e com a divulgação oficial da campanha isso ficou ainda mais evidente. Os críticos de fato estão falando sobre algo que jamais foi proposto.

Em meio a uma avalanche de artigos na grande mídia contra a proposta de Damares Alves, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) emitiu no dia 28/01 um “documento científico” com considerações a respeito da proposta, que nem havia sido apresentada ainda em detalhes. Segundo o documento, a SBP afirma que seus estudos indicam que existem “graves falhas científicas e éticas da abordagem para abstinência sexual exclusiva“(grifo nosso). Mas a nota do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos (MMFDH) em 10/10 foi clara ao afirmar que a política pretende apenas complementar a abordagem já existente, baseada em contracepção. A proposta é apenas incentivar midiaticamente o atraso da vida sexual de menores de 14 anos de idade, mantendo programas existentes na saúde.

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O documento científico da SBP na verdade traz trechos que deveriam ter sido usados em favor do governo. Em um trecho o documento diz:

“compreende-se que a abstinência das relações sexuais pode ser uma escolha saudável para os adolescentes desde que seja uma decisão pessoal deles e não uma imposição ou única opção oferecida”

A impressão que se tem pela posição dos críticos é que o governo estaria tentando obrigar alguém a fazer abstinência. Obviamente, a mídia está explorando essa posição da SBP, mas seu documento não deveria ser usado para isso, considerando o teor das conclusões e evidências apresentadas.

Com o lançamento oficial da campanha, o documento da SBP e as dezenas de artigos criticando a ministra tornam-se ainda mais inúteis, pois claramente batem em um espantalho, que nada tem a ver com a proposta que o governo apresenta. Na cerimônia do dia 03/02 no Ministério da Saúde, junto com a Ministra Damares Alves, Luiz Henrique Mandetta afirmou:

“Não há nenhuma política que seja única. E essa comportamental é muito importante e nunca foi feita. Estamos com o olhar para os números e suas consequências”.

A ministra Damares Alves afirmou ainda:

“A nossa motivação são as crianças e a vida delas, por isso, queremos conversar, refletir e chamar todo mundo para essa conversa”.

Mídia e oposição não trabalham com realidade, nem dados oficiais

O site do Ministério da Saúde reafirmou agora que permanecem disponíveis os nove tipos de métodos contraceptivos para os adolescentes em toda a rede de saúde, e que a campanha em questão é voltada para adolescentes, jovens, pais ou responsáveis por meio de veiculação de mensagens durante o mês de fevereiro na Internet, redes sociais, minidoors e ações de merchandising na TV aberta.

O ministério da Saúde reiterou também que continua atuando prioritariamente com políticas baseadas em contracepção fazendo uso de todo o arcenal medicalizante aos jovens desde cedo: anticoncepcional injetável mensal, anticoncepcional injetável trimestral, minipílula, pílula combinada, diafragma, pílula anticoncepcional de emergência (ou pílula do dia seguinte), Dispositivo Intrauterino (DIU), preservativo feminino e preservativo masculino”, diz o site do Ministério na publicação que lançou o programa tão criticado “de abstinência sexual”. 

Ou seja, o governo jamais afirmou e nem está implementando o que os críticos vêm dizendo que causará problemas. Tanto o documento da SBP quanto as inúmeras outras críticas, na verdade, não apresentam argumentos contra a proposta atual do governo. É como se alguém criticasse o futebol dos jogadores do Flamengo para um torcedor do Corinthians, não tem nexo.

Críticas servem para frear futuras ações de viés conservador

A estratégia da crítica ao programa é usar o tema para fazer oposição ao governo, algo que seria feito com qualquer proposta. Mas há também o objetivo de frear toda a chamada “pauta de costumes”. Com uma crítica alucinada e o uso de fake news, a esquerda acaba conseguindo inibir ações e posturas que teriam um viés mais conservador do governo, e isso parece já ter surtido efeito ao ver a forma de comunicação da campanha que foi lançada, que é tímida. A esquerda parece ter êxito também ao frear ações mais práticas de educação sexual e afetiva que poderiam ser feitas pelo governo, tratando de fato o atraso do início da vida sexual, no corpo a corpo com os jovens. Parece que a campanha ficará apenas na mídia e em eventos. Se a mídia, os especialistas e entidades não tivessem criado um espantalho com abundantes fake news contra a ideia, talvez o governo estivesse mais corajoso para inovar e aplicar ações práticas de educação mais efetivas pare reduzir a atividade sexual de jovens abaixo de 14 anos.

 

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Colunista do site Estudos Nacionais, aluno do Master Internacional em Bioética da Fundación Jérôme Lejeune, pesquisador independente na área de bioética, saúde pública, direitos humanos e geopolítica. Administrador com pós-graduação em administração e marketing (UFSC) e gestão de projetos (IESB). Organizador e coautor do livro "Precisamos falar sobre aborto: mitos e verdades" (2018).

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Diego Garreto
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Diego Garreto

Marlon, acredito que você pode fazer mais um artigo mostrando o analfabetismo funcional e/ou vigarice de muitos profissionais. A bibliografia do documento da SBP é vergonhosa e os profissionais estão usando apenas chavões como o que você citou quando dizem que abstinência é “obrigar” além de não entender absolutamente nada sobre o assunto. Dê-lhe um “cala a boca, burro” por favor!

Valter Luiss
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Valter Luiss

Excelente a abordagem sobre abstinência do programa de governo torpedeado com mentiras pelos desinformadores, desconstrutores e aborteiros comunistas.

OBS*: Em tempo, corrijam o termo: “arcenal” para arsenal.